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Argentina supera projeção de vendas de 800 mil unidades em 2017

Foi concretizada, na Argentina, o maior parceiro comercial do Brasil, a projeção de terminar 2017 com vendas internas próximas das 800 mil unidades de automóveis. Seus concessionários de veículos venderam, no acumulado do ano, 883 mil 802 carros, nacionais e importados. O marco representa crescimento de 22,5% sobre o volume de vendas registrado em 2016. Foi o melhor desempenho comercial desde 2013, ano em que o país alcançou a marca recorde de 963 mil 917 unidades vendidas.

 

A indústria local creditou o aumento das vendas às medidas econômicas adotadas pelo governo – na sua visão criou-se um cenário favorável aos financiamentos com a queda dos juros bancários e a manutenção da taxa de emprego, fato que teria aumentado a confiança do consumidor a firmar compromissos de longo prazo.

 

As vendas ao longo do ano foram superiores a 50 mil unidades/mês e os volumes foram maiores do que os de 2016 em todos os meses. Em dezembro, o melhor em termos comerciais, foram vendidos 90 mil 307 automóveis, 25,4% a mais do que em dezembro de 2016, segundo dados da Adefa, a associação dos fabricantes argentinos. Do total vendido no ano passado 259 mil 8 unidades foram de veículos produzidos no país.

 

O cenário de maior venda de veículos importados ante os nacionais faz parte dos planos argentinos para os próximos anos e deverá ser mantido. Por meio do Plano 1 Milhão, que projeta a produção desse volume de carros até 2023, a indústria argentina quer se consolidar como plataforma exportadora na região nos moldes do plano de empresas brasileiras no período seguinte à crise que se agravou em 2012. Será um salto importante de patamar: em 2017 o país produziu 472 mil 158 veículos, menos da metade do volume que almeja.

 

Para alcançar a meta serão fundamentais os veículos produzidos no Exterior para atender a todas as demandas sem precisar, grosso modo, fazer grandes alterações em sua capacidade instalada, ano a ano. Pelo menos este parece ser o plano dos novos gestores da Adefa, eleitos em novembro: Luiz Fernando Peláez Gamboa, o novo presidente, disse à época que as fábricas argentinas precisam ser mais competitivas de forma a buscar novos mercados e não depender tanto do Brasil, ainda que seja seu principal parceiro regional.

 

Em 2017 os embarques ao Brasil foram menores e houve crescimento nas exportações para países da América Central, uma demonstração clara de que a Argentina intensificou sua busca por novos mercados. Exportou 209 mil 587 veículos, 10,3% a mais do que em 2016. Ao Brasil embarcaram 135,9 mil, volume que representou 64,8% das suas exportações de veículos. Para a América Central, segundo principal destino de seus carros, foram exportadas 17 mil 868 unidades. Peru, Chile e México fecham o grupo dos cinco principais destinos dos veículos argentinos.

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