Nova família Delivery da MAN já vendeu 1,1 mil unidades

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Pouco mais de três meses após lançar a nova linha Delivery, composta por seis versões de caminhões semileves e leves, a MAN anunciou na terça-feira, 30, que vendeu 1,1 mil unidades no período, volume formado pelas versões de 6, 9 e 11 toneladas. Essas vendas são vistas, pela empresa, como "uma espécie de termômetro do segmento para este ano, a partir do qual projeta seus movimentos". Dentre as principais ações uma delas é buscar oportunidades na distribuição urbana e de curtas distâncias.

 

Mas antes "é preciso complementar a oferta: as versões que ainda não estão disponíveis na rede de concessionárias, a Express, a de 4 toneladas e o modelo equipado com câmbio automatizado, chegam, respectivamente, em março, junho e no segundo semestre". Mas três meses atrás , e contando apenas com as três versões pioneiras da nova linha, "a empresa sentiu segurança suficiente para acreditar no seu fortalecimento dentro de um segmento em que já é líder": em 2017 vendeu 4 mil 762 unidades na faixa de carga do Delivery, segundo dados da Anfavea, "e desbancou Mercedes-Benz e Ford".

 

Para o vice-presidente de vendas, Ricardo Alouche, ainda que o setor tenha conseguido reverter as perdas nas vendas do ano passado com os negócios envolvendo caminhões extrapesados, as oportunidades este ano crescem nos segmentos de caminhões menores em função do aquecimento de alguns setores que demandam esses veículos, como é o caso do varejo:

 

“Nesse contexto entendemos que a hora da inversão da curva será agora em 2018, com os negócios na distribuição urbana. Em janeiro nunca houve tantos negócios para o mês como aconteceu agora. Principalmente nas áreas de distribuição de bebida, segurança e transporte em baú em curtas distâncias. São segmentos que vinham apresentando queda há seis anos e agora começam o ano de forma diferente”.

 

No comércio, área para a qual também se destinam os caminhões Delivery, Alouche espera que este ano seja de crescimento frente a 2017. O aumento da confiança do consumidor, por exemplo, fez o segmento de supermercados projetar um crescimento de 3%, o dobro do obtido no ano passado na comparação com 2016, segundo a Abras, Associação Brasileira de Supermercados. O varejo mostrou crescimento de 5% no ano passado depois de três anos de queda consecutiva, e até abril deste ano deve crescer mais 2,6%, de acordo com a Alshop, a associação dos lojistas de shopping centers.

 

Alouche contou que, apesar do cenário se mostrar positivo para a nova linha de caminhões, a empresa teve de esperar a reação do mercado aos veículos antes de concluir que o ano será positivo no segmento de semileves e leves: “Mesmo com todos os cálculos, quando se inicia uma operação comercial nova surgem algumas dúvidas referentes à aceitação dos veículos, principalmente quando ele traz elementos novos. No caso dos Delivery as vendas feitas nesses três meses nos mostraram que eles possuem aderência às demandas dos nossos clientes”.

 

A única ressalva feita pelo executivo é sobre o tempo que o mercado demorará para absorver os modelos com câmbio automatizado: “Demorará um pouco mais porque os modelos demandam um investimento um pouco maior. Será um desafio mostrar ao cliente que os benefícios são muitos em termos de custo operacional”.

 

Global – Destaque no balanço de 2017 do Grupo Volkswagen a MAN Latin America é apontada como uma das responsáveis diretas pelo crescimento de 12% do grupo nas vendas globais. Sobre isso Alouche disse que a operação local nunca foi tão relevante dentro do grupo mesmo com o mercado registrando baixos volumes de vendas na comparação com outros: “Em 2018 teremos incremento na nossa relevância no grupo não apenas em termos de recursos mas, também, em termos estratégicos com a atuação em novos mercados”.

 

Ampliar a presença em outros mercados tem sido um dos alicerces da operação regional da MAN nos últimos anos, um movimento que se intensificou no ano passado e que deve estar no seu radar em 2018. Tanto que a empresa segue buscando novos contratos na região do Caribe, como o caso recente de fornecimento para a Nicarágua, e também reestruturou a área de vendas no México, um dos seus principais mercados regionais.

 

Foto: Divulgação.