Grupo PSA projeta voltar a crescer no Brasil em 2018

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O Grupo PSA divulgou seu balanço financeiro do ano passado na quinta-feira, 1º, com faturamento de € 65,2 bilhões, ante € 54 bilhões no ano anterior, alta de 12,9%. Considerando apenas a divisão automotiva, e excluindo Opel e Vauxhall que passaram a fazer parte do grupo em agosto, o faturamente foi de € 40,7 bilhões, aumento de 9,9% na comparação com 2016, "graças a um melhor mix de produtos, assim como o mix de volume e de países, compensando o impacto negativo da taxa de câmbio".

 

O resultado operacional do grupo foi de € 3,9 bilhões em 2017, crescimento de 23,4% com relação ao ano anterior. O lucro operacional da divisão automotiva registrou alta de 33,3% ante o de 2016, com € 2,9 bilhões, e a rentabilidade atingiu nível recorde de 7,3% -- "mesmo com a alta no custo das matérias-primas e do impacto negativo das taxas de câmbio", de acordo com o Grupo PSA.

 

A margem operacional corrente do grupo foi de 7,1%, contra 6% na mesma base comparação. As vendas foram de 3,2 milhões de veículos e, considerando Opel e Vauxhall, o volume chegou a 3,6 milhões, alta de 15,4% nas vendas.

 

América Latina - Na América Latina, considerando Brasil, Argentina, Chile e México, a participação de mercado do Grupo PSA foi de 3,8%, expansão de 0,6% com relação ao ano anterior, com 206 mil unidades vendidas ante 184 mil em 2016. O grupo destacou que das seis regiões em que atua a particpação de mercado aumentou em cinco, caindo apenas na China. Para Gustavo Soloaga, vice-presidente financeiro da América Latina, "os dois resultados registrados na América Latina e o crescimento nas demais regiões em que atuamos mostra a força do grupo".

 

A alta na América Latina foi impulsionada pela recuperação do mercado brasileiro e argentino, "que voltaram a registrar bons números no ano passado", e pelo bom desempenho no Chile, mas Soloaga destacou a estratégia do grupo: "Fizemos uma ofensiva de produto com o lançamento de Jumpy, Expert e 3008, reduzimos nossos custos fixos e os de produção, reestruturamos a rede de concessionários, valorizamos nossas marcas e focamos na satisfação total do cliente".

 

O melhor resultado do Grupo PSA na região foi o do Chile, com 6,9% de participação, e depois no México, com alta de 0,6%. No Brasil sua participação foi de 2,3% e na Argentina de 12,2%, mas nos dois países 2017 foi mais um ano de resultados negativos: "Tivemos prejuízos no Brasil no ano passado, mas foi bem menor do que nos últimos anos e acredito que seja o último resultado negativo, pois a expectativa é a de que em 2018 o grupo volte a registrar números positivos".

 

Soloaga também disse que as fábricas da região são muito importantes para o grupo, com a planta de El Palomar, na Província de Buenos Aires,  passando por um processo de modernização industrial, com investimento de US$ 320 milhões anunciado no ano passado. Será a primeira na região a receber a nova plataforma modular CMP, o que permitirá atuação em quase todos os segmentos e reduzirá os custos, com a produção do primeiro modelo prevista para o ano que vem.

 

A planta de Porto Real, RJ, que chegará a marca de 2 milhões de motores produzidos este ano, será a próxima a ser modernizada: "Porto Real tem papel importante para as exportações na região, pois produziu aproximadamente 100 mil veículos no ano passado e mais da metade foi embarcada".

 

Projeções 2018 - O Grupo PSA espera um mercado estável na Europa, alta de 4% na América Latina, de 10% na Rússia e de 2% na China. O crescimento na América Latina será "liderado" pelo Brasil, onde o grupo espera expansão de 10%, respondendo por metade da projeção para região: "A retomada no Brasil será mais lenta, porém mais consistente".

 

Para o mercado argentino a expectativa é de estabilidade, com crescimento no Chile -- mas de menor impacto no crescimento da região --, e de queda no mercado mexicano. 

 

No Brasil a projeção para a empresa é de acompanhar o crescimento do mercado e, para isso, serão lançados o novo C4 Lounge, sedã médio, o SUV 5008, o utilitário Berlingo. O Grupo PSA promete outras novidades, como novas tecnologias de conectividade.

 

No mundo os objetivos são uma margem operacional corrente média superior a 4,5% para a divisão automotiva, com base em 2016, com meta de alcançar margem operacional acima de 6% até 2021. A projeção para o faturamente é de alta de 10%, com base em 2015, e crescendo mais 15% até 2021.

 

Foto: Divulgação.