Importadores apostarão em nichos de mercado para crescer

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A Abeifa, entidade que representa as importadoras no mercado brasileiro, fez a primeira coletiva do ano na quarta-feira, 7, para falar sobre o resultado do primeiro bimestre, expectativa para o ano e Rota 2030. A expectativa da Abeifa para o ano é vender 40 mil unidades, meta considerada ousada pelo presidente José Luiz Gandini, pois mesmo sem o super IPI do Inovar-Auto, não será fácil para os importadores competirem no mercado local:

 

“A alta do dólar aliada à modernização e evolução da indústria nacional dificultam a competitividade dos importados em alguns segmento, principalmente os de grande volume, onde os veículos nacionais têm preços mais atraentes e não deixam espaço para os importados. Por isso, para atingir as projeções deste ano, as marcas associadas apostarão em nichos de mercado, como o de SUV compactos, médios e grandes, minivans e o segmento de luxo”.

 

Gandini também destaca a necessidade da rede de concessionários se reorganizar nos próximos meses, pois no período do Inovar-Auto, esse número caiu de 850 pontos de venda em 2011 para 450 em 2017, com os empregos diretos saindo de 35 mil para 14 mil, no mesmo período. “Com o fim do Inovar-Auto e, com isso, o fim das cotas e do super IPI para importadores, vamos renascer no mercado e precisamos nos reorganizar nos próximos meses”.

 

Com relação às vendas, foram comercializadas 2 mil 577 unidades em fevereiro, alta de 52,8% ante mês igual do ano passado e participação no mercado total de 1,69%. Na comparação com janeiro a expansão foi de 6,3%. No primeiro bimestre do ano foram vendidas 5 mil 2 unidades, crescimento de 37,8% ante o mesmo período do ano passado.

 

Importados pela Anfavea - Enquanto as associadas da Abeifa venderam 2 mil 577 unidades em fevereiro, as associadas à Anfavea emplacaram 18 mil 395 veículos importados em fevereiro, volume 12,4% menor do que no mês de janeiro. Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve alta de 28,1% e no acumulado do ano a expansão foi de 26,3%, com 39 mil 384 unidades vendidas.

 

Rota 2030 - O executivo também falou sobre o Rota 2030, programa automotivo que sucederá o Inovar-Auto e, como AutoData antecipou na segunda-feira, 5, na visão da Abeifa a possível aprovação do programa ficará para 2019. “Se o Rota 2030 não for aprovado até abril, acredito que ficará para o ano que vem, pois os ministros que serão candidatos nas eleições devem sair dos ministérios até o dia 6, com isso, no dia 7 assumem os interinos, que não estarão por dentro das discussões e, até entenderem tudo que está em jogo, chegaremos no período das eleições, adiando mais uma vez a decisão sobre o programa, porque após as decisões das urnas os novos ministros assumirão seus cargos”.

 

“Para os importadores a indefinição do Rota 2030 este ano não muda nada, pois o novo programa não terá regras diferentes para nós, apenas cobrará metas de eficiência energética e segurança, por exemplo, e isso nós já atendemos. Defendemos o programa pois trará previsibilidade também para o nosso setor”.

 

Foto: Divulgação.