Completando 65 anos, Volkswagen apresenta nova geração do Tiguan

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No dia em que completa 65 anos em operação no Brasil, a Volkswagen apresentou pela primeira vez no País, na sexta-feira, 23, o primeiro de um pacote de cinco SUVs que serão lançados no País até 2020. A nova geração do Tiguan, que é fabricado no México, chegará às lojas em abril. Com o modelo a empresa quer fortalecer sua participação no segmento que vem crescendo em volume de vendas no mercado nacional nos últimos anos.

 

Ainda que a fabricante tenha traçado planejamento para concorrer no segmento de SUVs, nicho no qual chegou com certo atraso na comparação com demais montadoras, o que se espera mesmo é que os lançamentos programados até 2020 impulsionem o desempenho de vendas da companhia no Brasil. Esse mercado, que em 2012 representou 8,9% das vendas, chegou a 22% no ano passado.

 

Após anos de hegemonia do modelo Gol no mercado, a empresa foi perdendo o protagonismo para concorrentes que apostaram em novas plataformas e propostas de design e motorização, por exemplo. Figurar longe do posto de maior fabricante em termos de volumes de vendas incomodou a companhia, que busca agora recuperar-se no mercado com uma gama mais abrangente.

 

Não por acaso Pablo Di Si, presidente da companhia responsável pelas regiões América Latina e Caribe, começou seu discurso na terça-feira dizendo que “a Volkswagen está de volta”, usando dados recentes de mercado como argumento para sustentar a afirmação. Segundo o executivo, a empresa atualmente detém uma fatia de mercado de 15% este ano, graças às vendas do modelo hatch Polo, responsável por trazer de volta o terceiro turno na fábrica de São Bernardo do Campo, SP.

 

A volta do turno, aliás, é comemorada no município por ter permitido também o retorno de funcionários que estavam em regime de lay-off. 

 

Com o início da fabricação do outro lançamento, o sedã Virtus, a empresa pode aproximar o volume de produção da capacidade máxima da fábrica: a unidade pode produzir 1,1 mil veículos/dia, e atualmente produz 1 mil 36 unidades/dia. Di Si afirmou que a capacidade máxima será atingida nos próximos meses: “Até o final do ano é um prazo limite para que estejamos trabalhando a plena capacidade”.

 

O executivo argumentou que a capacidade que ainda precisa ser ocupada será preenchida com as demandas das exportações pelos dois modelos lançados recentemente pela VW. O Polo já é exportado para a Argentina, mesmo destino para onde o Virtus seguirá ainda no primeiro semestre. O executivo disse ainda que espera exportar cerca de 180 mil veículos em 2018, alta de 10,5% na comparação com as 163 mil unidades vendidas ao exterior no ano passado.

 

Por outro lado, o mercado interno também deve fazer a empresa a atingir as 1,1 mil unidades diárias. As vendas da empresa no mercado brasileiro avançam 43% no terceiro mês do ano, segundo Di Si. A previsão da montadora para 2018 é de expansão de 10% a 15%.

 

Foto: Divulgação.