Volvo Ocean Race é exposição para o mundo

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19/04/2018

A Volvo Ocean Race é a mais antiga regata de barcos à vela em torno do mundo, criada em 1973 e comprada pelo Grupo Volvo em 1999 -- pertencia, antes, à Whitbread. A competição é realizada de três em três anos, com sete equipes, onze etapas que passam pelos seis continentes e uma delas é realizada no Brasil, em Itajaí, SC. A corrida é gerencida pela divisão Volvo Ocean Race, com sede na Espanha, de onde os barcos saem para a primeira perna da corrida.

 

O Grupo Volvo não revela os investimentos envolvidos, mas indicou fatores que motivaram a decisão de comprar e apoiar a corrida. Como, por exemplo, ser um dos poucos eventos esportivos verdadeiramente globais, a oportunidade única de aumentar a conscientização sobre a necessidade de preservar o planeta e a ótima oportunidade de se relacionar com os clientes.

 

Ao fim de cada etapa os barcos ficam parados durante quinze dias no Village Race, uma enorme estrutura montada em torno de uma marina e utilizada por Volvo Truck, Bus, Construction Equipment, Penta e pelo Grupo Volvo [que são as donas e patrocinadoras do evento], para se relacionar com clientes convidados para visitar o local e participar das atrações realizadas no período.

 

No caso do Grupo Volvo Car a estratégia é utilizar o evento para relacionamento com potenciais clientes e com os que já são donos de veículos Volvo. Já as outras empresas também fazem relacionamento, mas business to business, B2B, com empresas dos respectivos segmentos de atuação que têm interesse tanto no evento quanto em negociar com a Volvo. 

 

O Village Race também é usado para expor os carros, caminhões e outros produtos do grupo, para realizar eventos abertos ao público e para as equipes descansarem e reverem os familiares. Na última etapa em Itajaí, em 2015, 380 mil pessoas passaram pelo local. Este ano a projeção é de 500 mil visitantes. O evento ficará na cidade até o domingo, 22, quando será dada a largada da oitava etapa, até Newport, Vermont, Estados Unidos.

 

Pelo grande porte e complexidade o Village Race tem um grupo responsável pela construção de duas estruturas que são deslocadas ao redor do mundo por causa do curto tempo que os barcos levam para ir de um continente a outro, o que depende das condições climáticas, geralmente menos de quinze dias. Uma empresa de logística é contratada para cuidar da operação, que o grupo considera bastante complexa. São necessários até dez dias para montar o Village Race e até seis para desmontá-lo. Enquanto isso a outra estrutura já foi levada para o local da próxima parada.

 

Com porte global e grande relevância para as empresas envolvidas o que se imagina é que o investimento seja um dos maiores feitos pela Volvo com relação a divulgação dos produtos e ao relacionamento com os clientes, mas o grupo prefere não apresentar os valores que suas empresas destinam à Volvo Ocean Race.

 

Somada a grande oportunidade de negócios que é esperada existem três áreas principais de retorno nas observações do Grupo Volvo: a primeira é a construção e o desenvolvimento das marcas ao redor do mundo, fortalecendo o conhecimento sobre algumas delas em mercados emergentes, por exemplo, e a enorme exposição na mídia global. A segunda é a possibilidade de se conectar a um público mais amplo e transmitir a visão do grupo com relação ao desenvolvimento de tecnologias sustentáveis.

 

E a terceira é a motivação interna de seus funcionários, que podem se inspirar em bons exemplos de trabalho em equipe e liderança.

 

Legado para a preservação do meio ambiente

 

Durante a estadia da Volvo Ocean Race em Itajaí o prefeito da cidade assinou um compromisso das Nações Unidas visando à limpeza dos mares -- é a primeira cidade da América do Sul a se comprometer com a questão. O termo foi assinado na quarta-feira, 18, durante seminário realizado com especialistas, cientistas e atletas que participam da corrida.

 

O objetivo da ação é reduzir a poluição do plástico nos oceanos, bandeira que a Volvo Ocean Race defende em parceria com a ONU. O prefeito de Itajaí afirmou que foi motivado a assinar o acordo depois de participar da etapa realizada em Auckland, Nova Zelândia, quando o governardor local também assinou o acordo.

 

Segundo dados da organização da corrida 8 milhões de toneladas de plástico, como garrafas e embalagens, são despejadas nos mares a cada ano.

 

Fotos: Divulgação.