NGK projeta crescer dois dígitos em 2018

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22/06/2018

São Paulo – A NGK, fabricante de velas, cabos de ignição e terminais supressivos, acredita que a retomada do mercado e a estabilidade da economia ajudem o seu faturamento a registrar, em 2018, um crescimento na casa dos dois dígitos. A projeção é de Célio Takata, diretor de vendas OEM da empresa no Brasil: "Acredito que o crescimento do faturamento ficará próximo de 10%, talvez um pouco mais. O mínimo esperado é 7%".

 

Mesmo projetando expansão para o ano, a companhia acredita que o momento atual da indústria não é dos melhores. Takata disse que a greve dos caminhoneiros e a Copa do Mundo são fatores que poderão influenciar o desempenho no segundo semestre.

 

O diretor também ressaltou que nos últimos anos, com o setor automotivo em queda, os negócios da empresa não foram muito afetados. "No ano passado tivemos um resultado financeiro acima do esperado, mesmo com um começo muito ruim".

 

A NGK produz atualmente 80 milhões de componentes por ano em sua unidade de Mogi das Cruzes, SP, volume que é adequado para o mercado. A unidade está preparada para acompanhar a retomada prevista para os próximos anos sem precisar de alterações em suas linhas de produção. "Atualmente temos 1,3 mil funcionários e a nossa fábrica opera 24 horas por dia, mas não são todos os setores que operam nesse ritmo".

 

Os negócios da empresa no Brasil são divididos em três setores: montadoras, reposição e exportação. A produção é dividida em partes iguais para os segmentos.

 

"Exportamos para toda América do Sul, África do Sul, Alemanha e Estados Unidos. No caso do mercado OEM, fornecemos para todas as montadoras. Alguns modelos de volume como o Chevrolet Onix, Volkswagen Polo e Fiat Argo saem de fábrica equipados com nossos cabos e velas".

 

Para atender novos projetos das montadoras que virão no futuro, a NGK prepara sua fábrica para a produção de componentes mais modernos, investindo R$ 200 milhões de 2017 a 2020: "As chamadas velas especiais, feitas com materiais mais nobres e com maior durabilidade, eram produzidas apenas no Japão, mas em dois anos iniciaremos a produção desse componente no Brasil".

 

As primeiras máquinas importadas do Japão já começaram a chegar em Mogi das Cruzes e estão sendo instaladas. É a primeira fase do investimento, que também envolve a modernização das linhas de produção.

 

Foto: Divulgação.