Abraciclo faz novas projeções

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11/07/2018

São Paulo – A Abraciclo divulgou na quarta-feira, 11, novas estimativas para produção, vendas e exportações de motocicletas em 2018, após os resultados positivos do primeiro semestre. Com relação às projeções divulgadas no começo do ano, números e índices foram reajustados para cima no caso de produção e vendas e tornaram-se menores no caso das exportações.

 

O mercado doméstico puxará para cima o ritmo das fábricas no segundo semestre, segundo o presidente Marcos Fermanian. Para ele há maior oferta de crédito – e mais apetite dos bancos para concessão –, demanda reprimida no mercado e otimismo na população brasileira, "e um outro fator importante é o aumento do preço do combustível que, na nossa visão, estimula a busca por modelos de baixo consumo”.

 

Segundo as novas projeções o PIM, Polo Industrial de Manaus, produzirá 980 mil motocicletas, volume 11% superior ao resultado de 2017. O mercado doméstico consumirá 915 mil unidades, avanço de 7,5% sobre o ano passado. No começo do ano a expectativa da Abraciclo era de produzir 935 mil motocicletas e comercializar 865 mil unidades no País.

 

Já o mercado externo teve as estimativas reduzidas de 85 mil unidades para 80 mil, o que representaria redução de 2,2% com relação ao ano passado: “O momento econômico da Argentina, nosso principal parceiro comercial, fez a gente reduzir as expectativas com as exportações”.

 

Fermanian disse que em junho a Argentina já buscou menos motocicletas brasileiras. Os embarques caíram 33,6% na comparação com maio e 42,4% com relação a junho do ano passado, para 2,2 mil unidades. “Mais de 70% das exportações brasileiras de motocicletas são para o país vizinho”.

 

No acumulado do ano, porém, o saldo é positivo: alta de 26,6% no semestre, somando 41 mil 30 embarques.

 

Produção e vendas sentiram os efeitos da greve dos caminhoneiros, que desabasteceu as fábricas no início de junho. Saíram do PIM 50,1 mil motocicletas, volume 48,1% abaixo de maio e estável na comparação com o mesmo mês de 2017. Segundo o presidente da Abraciclo algumas empresas optaram por antecipar as férias coletivas, programadas para julho, para o mês passado, aproveitando a falta de peças gerada pela parada dos caminhões.

 

O varejo fechou o mês com 74 mil licenciamentos, queda de 8,8% com relação a maio mas 3,3% acima de junho do ano passado.

 

No semestre a produção soma 494,7 mil unidades, alta de 16,7% sobre os primeiros seis meses do ano passado. As vendas cresceram 6,9% no mesmo período, alcançando 456,7 mil motocicletas.

 

Foto: Divulgação.