Setor de máquinas de construção projeta estabilidade

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São Paulo – A perspectiva do setor de máquinas de construção para o ano que vem é a de um espelho que reflete o mercado de 2018. De acordo com a Sobratema, associação das fabricantes de máquinas de construção e de mineração, o ano deve terminar com um volume de vendas de 17,8 mil unidade em função da retomada de algumas obras de infraestrutura.

 

O presidente Afonso Mamede disse, na segunda-feira, 26, no primeiro dia da feira M&T, realizado em São Paulo, que os próximos meses constituirão um “cenário difícil e prolongado” para o setor. Nessas circunstâncias, afirmou, o momento é de “preparação para um crescimento esperado em 2022”. E o que se espera para o mercado futuro pode ser visto nos estandes das fabricantes no evento.

 

Há mais conceitos do que novos produtos de linha na área de exposição do São Paulo Expo. A Case Construction, da CNH industrial, por exemplo, apresentou as retroescavadeiras conceito 580N Accessibility e 580N Wireless. A primeira é configurada para ser operada por pessoas com mobilidade reduzida, um conceito que a Iveco, outra companhia do grupo, aplicou recentemente a um modelo de ônibus.

 

O segundo veículo tem como principal novidade o fato de contar com poucos fios elétricos para realizar suas funções – muitos dos movimentos do modelo são realizados por meio de tecnologia sem-fio. A característica tem a ver com a visão da companhia sobre a engenharia sustentável. O veículo, desenvolvido por equipe brasileira da fábrica de Contagem, MG, pode ser operado remotamente por meio de dispositivos móveis.

 

Para Roque Reis, vice-presidente da Case para a América Latina, os modelos estão sendo preparados para estar no mercado num futuro próximo: “Em pouco tempo essas tecnologias estarão inseridas no dia a dia do nosso cliente”.

 

A JCB, que mantém produção local em Sorocaba, SP, mostrou dois conceitos no primeiro dia do evento. O primeiro, uma escavadeira de rodas desenvolvida para aplicação em terrenos acidentados e espaços reduzidos de operação em áreas urbanas. O segundo modelo é uma perfuradora de terrenos construída para realizar suas funções com mais mobilidade: “Por ser construída num chassi de escavadeira, a perfuradora pode se locomover, uma característica que poucas perfuradoras têm no mercado”, disse Alisson Brandes, diretor de vendas e marketing.

 

Os dois veículos foram construídos no Reino Unido, onde fica a sede da JCB.

 

Foto: Divulgação.