Toyota produzirá o híbrido flex nacional

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13/12/2018

São Paulo – Até o fim do ano que vem entrará em produção em série o primeiro automóvel equipado com um motor elétrico e um flex fuel. Sairá das linhas de uma das fábricas da Toyota – Indaiatuba, São Bernardo do Campo e Sorocaba, ambas no Interior de São Paulo –, conforme anunciou a companhia em cerimônia organizada na quinta-feira, 13, em Brasília, DF, com a presença do presidente da República, executivos da Toyota e outras autoridades do governo.

 

Embora os testes da tecnologia híbrido flex tenham sido conduzidos com um Prius, a companhia não confirmou qual será o primeiro modelo a receber o sistema. Recentemente investimento de R$ 1 bilhão foi anunciado para a fábrica de Indaiatuba, de onde sai o Corolla.

 

Foi fundamental a decisão do governo de conceder um ponto porcentual extra de desconto no IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, a modelos movidos à combinação de um motor elétrico com um flex. “São três pontos porcentuais a menos de IPI para um modelo híbrido flex, comparado a um híbrido combinado com motor a gasolina”, disse Ricardo Bastos, diretor de assuntos governamentais da Toyota. “O apoio que o Rota 2030 dá ao desenvolvimento dessas tecnologias foi importante para a nossa decisão”.

 

A decisão da Toyota colabora de forma direta com a nacionalização de tecnologias híbridas: além de ser o primeiro no mundo a usar tecnologia flex fuel, o veículo que a montadora produzirá será pioneiro de tecnologia híbrida com produção local.

 

Segundo Bastos, boa parte do modelo terá conteúdo local – bancos, vidros são sistemas que têm produção nacional. Mas os sistemas do conjunto híbrido, naturalmente, ainda não têm produção por aqui, cenário que poderá mudar com a chegada de um modelo híbrido nacional. “Acreditamos que em um primeiro momento alguma coisa venha importada, mas a nossa intenção é crescer esse conteúdo local. Já estamos em negociação com fornecedores e sistemistas”.

 

Testes com o Prius – Apresentado em março, o protótipo do Prius híbrido flex concluiu seus testes no País, percorrendo diversas estradas para avaliar o conjunto motor-transmissão movido a etanol. O próprio anúncio da produção em série da tecnologia comprova que os resultados foram positivos, segundo Bastos.

 

O desenvolvimento foi liderado pela equipe de engenharia brasileira, com auxílio da matriz, no Japão. Com bastante interesse na tecnologia, a Unica, União da Indústria de Cana-de-Açúcar, é uma das principais apoiadoras do projeto, que conta também com parceria com a UnB, Universidade de Brasília, a USP, Universidade de São Paulo.

 

Foto: Marcos Corrêa/PR/Divulgação.