Reunião pretende esclarecer cenário da GM

Imagem ilustrativa da notícia: Reunião pretende esclarecer cenário da GM

São Paulo – Os próximos passos da General Motors no Brasil deverão ser revelados na manhã da terça-feira, 22, quando o presidente Carlos Zarlenga se encontrará com representantes de sindicatos de São José dos Campos e São Caetano do Sul, SP, e da administração pública. Em pauta estará o próprio futuro da operação, que foi colocado em xeque pelo seu principal executivo em comunicado divulgado aos funcionários de todas as fábricas locais.

 

No fim de semana o prefeito de São Caetano do Sul divulgou um vídeo pedindo união de todas as partes envolvidas – GM, trabalhadores, sistemistas, governos – para garantir a continuidade dos negócios. Sem fornecer pormenores citou a reunião com a diretoria e ressaltou a necessidade de se garantir novos investimentos. A unidade do ABCD paulista da GM recebeu R$ 1,2 bilhão em investimento para ampliação de capacidade e para a produção dos modelos da plataforma GEM, desenvolvidos em parceria com a chinesa SAIC para os mercados emergentes.

 

Os sindicalistas divulgaram na tarde de segunda-feira, 21, nota conjunta em que contestam as afirmações de Zarlenga no comunicado – ele classificou a situação da GM como crítica e aventou, inclusive, a possibilidade de deixar a América do Sul: “A empresa anunciou lucro global superior a US$ 2,5 bilhões no terceiro trimestre e é líder de vendas na nossa região”.

 

Para os metalúrgicos, que acusaram a empresa de criar um clima de “profunda apreensão nos trabalhadores”, a GM usou o comunicado para "preparar terreno para uma forte reestruturação no País, com fechamento de fábricas e demissões, a exemplo do que foi feito nos Estados Unidos e Canadá".

 

Os trabalhadores prometem endurecer a negociação: “Repudiamos a posição da empresa, expressa no comunicado, de exigir mais sacrifícios dos trabalhadores. É preciso ressaltar que já foram feitas várias concessões à direção da empresa e eles sempre querem mais”.

 

O que, a propósito, não foi feito pela rede de concessionários que, coagidos, acordaram em cortar 1% da sua lucratividade, uma demonstração de apoio à companhia, em reunião realizada na sede da Abrac em 27 de dezembro.

 

O governo estadual também está a par da situação. Por duas vezes o governador paulista se reuniu, este ano, com a diretoria da GM.

 

Foto: Divulgação.