Um começo de ano terrível na Argentina

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06/02/2019

São Paulo – O ano começou péssimo para a Argentina no que diz respeito ao setor automotivo: números de janeiro, divulgados pela Adefa, a Anfavea local, apontam forte redução em todas as análises. As vendas ao atacado, ou seja, das fábricas para as concessionárias, somaram 30 mil 38 unidades, queda de 53,4% ante as 64,4 mil de janeiro de 2018 e de 38% no comparativo com as 48,4 mil de dezembro.

 

E as vendas ao atacado de veículos fabricados na própria Argentina, em janeiro, alcançaram 7 mil 738 unidades, redução de 54% ante as 16,8 mil do mesmo mês do ano passado e de 47,5% quando a análise é ante dezembro, com 14,7 mil.

 

As exportações, que ainda seguraram os números argentinos no ano passado, também não resistiram. As 7,4 mil unidades do primeiro mês deste ano representaram baixa de 28,9% no comparativo com as 10,4 mil de janeiro de 2018 e de 67,7% ante as 22,9 mil de dezembro.

 

O Brasil recebeu 58,7% dos veículos argentinos exportados no mês passado. Países da América Central – Costa Rica, Curaçau, El Salvador, Guatemala, Haiti, Honduras, Nicarágua, Panamá, Porto Rico e República Dominicana –, juntos, ficaram com 11,4%, o Peru com 7,5%, o Chile com 7,3% e a Colômbia com 6,5%.

 

A produção total argentina em janeiro foi de 14,8 mil unidades, retração de 32,3% ante um ano atrás, com 21,8 mil, e de 27,7% ante dezembro e suas 20,5 mil.

 

Para Luis Fernando Gamboa, presidente da Adefa, “o desempenho de janeiro veio a reboque daquele de dezembro e nos leva a ser muito prudentes a respeito de como se comportará o setor este ano. Em 2018 o mercado e a indústria partiram de uma inércia, o que levou a estimativas de quebra de recordes que, entretanto, foram afetadas pelas turbulências financeiras. Assim o ano terminou mais próximo de nossas médias históricas”.

 

O dirigente acrescentou que “com as paralisações produtivas de dezembro e seus efeitos no primeiro mês deste ano os números caíram, o que afetou também as exportações. Resta-nos aguardar para avaliar o comportamento do mercado ao fim do primeiro trimestre. De qualquer forma continuaremos a trabalhar em novas negociações internacionais e na busca da melhoria da competitividade”.

 

A Adefa não divulgou, até agora, suas projeções para o mercado local para 2019.

 

Foto: Divulgação.