Toyota revela lucro modesto no Brasil em 2018

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São Paulo – A diretoria da Toyota América Latina e Caribe e da Toyota do Brasil deu boas notícias da companhia para jornalistas que reuniu na terça-feira, 12, em São Paulo: obteve “modesto” lucro nas suas operações em 2018, ano dos 60 anos– de Brasil, gerado por suas melhores vendas históricas, pouco mais de 200 mil unidades, e projeta mais crescimento, de 9,5%, este ano – que fechará também com lucro.

 

“Mas esperamos que o lucro referente a 2019 seja mais substancioso do que o registrado no ano passado”, contou Rafael Chang, responsável pelas operações no Brasil. “Na verdade 2018 poderia ter sido um pouco mais generoso.”

 

Outra boa notícia foi sinalizada pelo CEO e chairman Steve St. Angelo: a rede de concessionárias Toyota é a mais rentável de todas aquelas com operação no Brasil.

 

Quando se reúne tanta boa notícia arma-se o sólido esqueleto de operação bem conduzida. St. Angelo não se furtou a apontar as evoluções: de 2012 a 2018 a companhia saiu de 3,1% de participação de mercado para 7,8%, com produção ascendendo de 83 mil para 209 mil unidades e as vendas de 114 mil para 200 mil unidades.

 

Na América Latina a evolução dos negócios também foi gradual naquele período: participação de 5,2% para 9,6%, produção de 188 mil para 315 mil e vendas de 322 mil para 441 mil. Também a produção e as vendas globais cresceram em 2018, tanto no caso da marca Toyota quanto no caso do Grupo Toyota.

 

E por que Rafael Chang queixou-se da falta de generosidade do resultado de 2018?: “Por causa do custo Brasil, que sempre come fatia significativa de nossos lucros. Mas o ano começou bem para o setor, e a boa perspectiva que temos com a reforma da Previdência e com uma reforma tributária nos deixa muito animados com o potencial resultado deste ano”.

 

Este ano as vendas projetadas para o mercado interno chegam a 219 mil unidades – basicamente de, digamos, “boas vendas”, que se opõem àquelas quase que a qualquer preço que recebem o nome de “vendas diretas”. Talvez seja este o segredo, de Pirro, desenvolvido pela Toyota: não sucumbir às vendas fáceis. E com uma vantagem: a rede de concessionárias agradece.

 

E a produção deverá somar 225 mil unidades, 7,6% a mais do que em 2018, com fábricas à toda força e em três turnos, em pleno “processo de eficiência operacional”. As exportações são calculadas em volume que corresponderá a 28,2% da produção, em torno de 63 mil 450 unidades, que seguirão para países da América Latina – e com uma vantagem, que é a participação do Yaris em ano cheio.

 

A América Latina contribuiu com 14% do crescimento da companhia, em todo o mundo, em 2018.

 

Investimento de R$ 1 bilhão está sendo aplicado na fábrica de Indaiatuba, onde se produz o Corolla, para torna-la “ mais flexível e competitiva”.

 

O emprego de mão-de-obra, pela Toyota, ascendeu de 5 mil 880 funcionários em 31 de dezembro de 2017 para 6 mil 954 no mesmo dia do ano passado.

 

Foto: Divulgação.