Marcopolo supera R$ 4 bilhões em receita

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26/02/2019

Caxias do Sul - A forte retomada do mercado interno em 2018 foi determinante para o desempenho positivo da Marcopolo, que apurou receita líquida consolidada de quase R$ 4,2 bilhões, incremento de 46% sobre 2017. As vendas internas de ônibus avançaram 76,5%, resultando em receita de R$ 1,9 bilhão, enquanto as exportações a partir do Brasil apuraram alta de 36%, para R$ 1 bilhão 360 milhões. A fabricante de carrocerias de ônibus ainda consolidou receita de R$ 921 milhões em suas operações no Exterior, com aumento de 16,5%.

 

Para atingir este resultado a organização, com sede em Caxias do Sul, RS, comercializou total de 15 mil 596 unidades, incremento de 48%. Destas 10 mil 239 ficaram no Brasil, em alta de 83%. As exportações somaram 3 mil 794 ônibus, avanço de 14,6%. As operações localizadas no Exterior registraram venda de 2 mil 72 unidades, recuo de 6%. O resultado decorre de declínios no México, de 20%, para 1 mil 20 ônibus, e na África do Sul, de 19%, para 287 unidades. Alta de 34,5%, com 542 unidades, foi registrada na Austrália. Também foi positivo em 27,5% o desempenho da fábrica chinesa, com 223 ônibus.

 

A Marcopolo produziu, juntando as plantas brasileiras com as do Exterior, 16 mil 103 unidades, incremento de 48,3%. No Brasil foram 14 mil 212, evolução de 60%. A empresa manteve a liderança na produção nacional, respondendo por 56% do total, alta de quase 8 pontos com relação ao consolidado em 2017. O melhor resultado foi no segmento de urbanos, que avançou perto de 19 pontos, para 49% da produção nacional. Nos rodoviários a participação é de 68%, em linha com 2017, e 55% em micros, queda de três pontos. A unidade de negócios Volare cresceu 52%, com produção de 2 mil 676 unidades, das quais 522 seguiram para o Exterior, alta de 44%. Para efeitos de participação na produção total brasileira as unidades Volare não são computadas.

 

A empresa apurou Ebitda de R$ 362 milhões, incremento acima de 200%, e margem de 8,6%, mais do que o dobro de 2017. O lucro líquido apurado no exercício foi de R$ 190,9 milhões, em alta de 132,5%. A Marcopolo fechou o ano com endividamento financeiro líquido de R$ 966 milhões, acima do valor de R$ 783 milhões de 2017. Do total R$ 550,4 milhões são do segmento industrial. A diferença de R$ 415 milhões provém das atividades do Banco Moneo.

 

Em 2018 a empresa investiu R$ 167 milhões, com destaque para compras de máquinas e em melhorias nos prédios. Encerrou com total geral de 19 mil 743 colaboradores, no Brasil e no Exterior, elevação de 31% sobre o ano anterior. No Brasil são 10 mil 236 vagas e somente a controladora emprega 7 mil 410 pessoas -- em 2017 os números eram 8 mil 312 e 6 mil 255, respectivamente.

 

Foco na lucratividade - Um dos objetivos da diretoria para 2019 é aumentar a lucratividade. Nesta direção confirmou o início do projeto denominado Segunda Onda de Gestão. São ações de curto prazo focadas em temas como ampliação do horizonte de vendas, redução de custos com materiais e aumento da eficiência logística e do desempenho industrial. O objetivo é alcançar índices de lucratividade similares aos apurados no período pré-crise.

 

A diretoria tem a expectativa de continuidade da retomada da economia interna e da aprovação de reformas pelo atual governo, mantendo em alta a demanda no mercado de ônibus em todos os segmentos este ano. No mercado externo as exportações seguem aquecidas, com uma carteira de pedidos para países da América Latina, devido especialmente a projetos especiais de renovação de frotas nos principais mercados. Nas operações externas os destaques deverão ser o México, que apresenta tendência de melhora de volumes, e a operação da Superpolo, na Colômbia, em função do processo de renovação da frota na capital, Bogotá.

 

Foto: Gelson Mello da Costa/Divulgação.