Diminuiu o tempo de entrega à rede Volvo

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Itu, SP – Diminuiu o tempo de espera para entrega de caminhões novos à rede Volvo, informou Alcides Cavalcanti, diretor comercial da companhia. Com a retomada das vendas após período de crise, muitos fornecedores, segundo o executivo, se depararam com dificuldades para acompanhar o ritmo das vendas da empresa, o que provocou os atrasos. No ano passado, houve casos em que o tempo de espera por um caminhão novo foi de oito meses. Hoje, contudo, o tempo caiu para até dois meses.

 

O diretor disse na terça-feira, 16, durante lançamento da linha 2020 do semipesado FH, em Itu, SP, que a empresa chegou a socorrer os fornecedores que estavam em situação mais grave para garantir a entrega de componentes, sem citar se o apoio foi financeiro ou tecnológico. A situação fez com que a companhia, hoje, pudesse ter uma margem de manobra importante com a cadeia: “As empresas que ajudamos lá atrás, e que conseguiram se reerguer, hoje conseguem manter margens de negociação que também nos ajudam”.

 

Após o período de crise, foi comum no setor automotivo as montadoras de veículos estenderem as mãos para a cadeia de fornecedores, que viu os volumes de pedidos diminuirem conforme as vendas internas diminuiam. Quando o mercado voltou a demandar veículos, nem todas dispuseram de recursos e musculatura para acompanhar a retomada nas linhas de montagem. No setor de caminhões, o último a se recuperar, o cenário perdurou por mais tempo na comparação com a indústria de automóveis.

 

A CNH Industrial, por exemplo, passou a negociar aço em uma espécie de pool com fornecedores da Iveco. Não foi o caso na Volvo, mas a empresa teve de articular medidas com seus fornecedores para entregar os veículos produzidos em Curtitiba, PR. Afora a união com os fabricantes de partes e peças, a empresa abriu segundo turno para diminuir o tempo de entrega dos caminhão à rede. Queda nas exportações para Europa, Estados Unidos e Argentina, também aliviaram as linhas para que a empresa pudesse se focar na produção para o mercado interno.

 

Foto: Divulgação.