NTN mira produção de 4,5 milhões de rolamentos

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São Paulo – A NTN se reestrutura para voltar a produzir 4,5 milhões de rolamentos de roda/ano na fábrica de Fazenda Rio Grande, PR, que atende ao mercado OEM. A produção chegou a este nível de 2008 a 2011, mas a queda nas vendas de veículos derrubou a produção da companhia e aumentou sua ociosidade. Desta vez, espera ocupar as linhas no Paraná com oportunidades no mercado de reposição. A expectativa é a de que isso ocorra até 2021.

Segundo Leonardo Araújo, gerente de vendas e marketing, a companhia estuda maneiras de entrar na reposição – o que será feito com calma, como “acontece em toda companhia japonesa”, que é o caso do Grupo NTN. O executivo disse que o mercado de reposição tem uma dinâmica distinta ao do OEM em termos de volume e distribuição e, por isso, a empresa, especialista no segmento original, estuda a diversificação.

No Brasil a companhia atende no segmento de originais todas as montadoras que mantém produção local, exceto a Hyundai, disse Araújo. O fornecimento é o de rolamentos especiais para veículos de baixo volume, uma vez que a oferta da empresa no País é composta por componentes considerados premium, ou seja, rolamentos para aplicações que exigem maior durabilidade, novos materiais e tecnologias.

Muitas empresas no mercado de rolamentos se especializaram em nichos específicos como forma de se protegerem da invasão de rolamentos produzidos na China que chegou ao Brasil ao longo da década de 1990. A SKF, por exemplo, chegou a ter duas fábricas em São Paulo e reduziu sua operação local diante deste contexto. Hoje produz um número menor de rolamentos do que no passado, expandiu a oferta a outros setores afora o automotivo e atende algumas demandas com componente importado.

A Schaeffler, outro exemplo, adotou planejamento de aquisições e consolidou sob seu guarda-chuva uma série de companhias tradicionais que foram se enfraquecendo diante de um mercado cada vez mais dependente do barato rolamento chinês, que hoje é muito competitivo no mercado de reposição. Para fazer par a este concorrente no aftermarket, Araújo disse que a modernização da frota circulante, que hoje é formada por veículos mais modernos, demandarão rolamentos como os produzidos pela NTN aqui.

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Os ativos da empresa no Brasil vieram da compra da SNR, do Grupo Renault, pela NTN, em 2007. A fábrica de Fazenda Rio Grande completará dezenove anos em julho e tem um quadro composto por duzentos funcionários. Afora esta unidade, a companhia mantém outra fábrica no País, em Guarulhos, SP, onde produz juntas homocinéticas. Esta unidade foi adquirida em 2011 da T-Drive, que fechou as operações no Brasil naquele ano. Na fábrica paulista trabalham cerca de duzentos funcionários, segundo Araújo. Há também um centro de distribuição em Campina Grande do Sul, PR.

No mundo, a companhia possui cerca 25 mil funcionários em setenta fábricas, sete centros de pesquisa e desenvolvimento e cem escritórios comerciais.

 


Foto: Divulgação.