Nissan estuda exportação para África e Oriente Médio

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São Paulo – Dois estudos de viabilidade de exportação a partir da fábrica de Resende, RJ, estão nas mesas da diretoria da Nissan América Latina. O primeiro, para dois países da África, enquanto o outro tem como alvo o Oriente Médio. O plano, segundo o chairman Guy Rodriguez, é enviar para estes mercados Kicks e Versa, dois modelos que se encaixam às necessidades destes mercados – ele evitou, porém, revelar os países.

 

Seria uma forma de ampliar o ritmo das linhas da fábrica fluminense, que atualmente trabalha em dois turnos. Havia planos de abrir um terceiro turno de produção em 2019, postergado por causa da situação econômica da Argentina. O que não significa, porém, queda no volume produzido este ano: a fábrica que entregou 106 mil March, Versa e Kicks no ano passado tem programação para produzir 125 mil veículos em 2019, 25% para exportação – Argentina, Bolívia, Chile, Costa Rica, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai recebem modelos de Resende. E as exportações também crescerão.

 

“Apesar da situação econômica da Argentina as vendas da Nissan estão crescendo naquele mercado”, afirmou o argentino Rodriguez, em sua primeira entrevista a jornalistas brasileiros como principal executivo da Nissan América Latina – ele assumiu o cargo em 1º de abril. “Estamos com 3,2% de participação de mercado. Em abril registramos 3,8% das vendas.”

 

A região, aliás, é um caso à parte na situação global da Nissan. Criada há cinco anos a divisão América Latina registrou crescimentos anuais de participação de mercado – no ano passado fechou com 5%. Brasil, Argentina e Peru foram considerados mercados a se destacar, além do México: “Fomos líderes do mercado mexicano nos últimos 107 meses”.

 

Rodriguez projeta um ano de novo crescimento para a região, incluindo o Brasil. Por aqui a expectativa é a de superar 100 mil unidades comercializadas – no ano passado foram 93,5 mil, apenas seiscentas abaixo do seu próprio recorde.

 

“O mercado brasileiro deverá fechar o ano com crescimento de 10%. Nosso objetivo, portanto, é crescer pelo menos 10,1%.”

 

Esse cenário positivo credencia o País a receber um novo ciclo de investimento, sucessor dos R$ 2,6 bilhões aplicados desde 2012. Rodriguez não disse uma data, mas garantiu que ele certamente virá – assim como o terceiro turno de produção. Quem sabe empurrado por novos contratos de exportação para o outro lado do Oceano Atlântico.

 

Foto: Divulgação.