Venda de importados segue em queda e projeção fica distante

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São Paulo – De janeiro a novembro as empresas associadas da Abeifa registraram 31 mil 218 licenciamentos, redução de 8,7% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo o presidente, José Luiz Gandini, a projeção para o ano – 35 mil unidades, já revisada para baixo das 50 mil do início do ano – dificilmente será alcançada.

 

Em novembro foram vendidos 2 mil 767 veículos importados, queda de 18,8% na comparação com outubro. Com relação ao mesmo período de 2018 a redução foi de 6,1%.

 

De acordo com Gandini o dólar acima dos R$ 4 e os 35% de imposto de importação são os principais fatores para o fraco desempenho do setor. "A permanência do dólar acima de R$ 4 tem agitado o mercado interno, mas o impacto mais devastador tem sido para o setor de importação de veículos, pois além do dólar na faixa atual ainda pagamos os 35% do imposto sobre importação".

 

O presidente da Abeifa tem a expectativa de redução no imposto de importação, para dar aos importados maior condição de competir com os nacionais. "O setor vive um momento dramático, de inviabilidade do negócio de importação. Por esse motivo temos conversado com setores do governo no sentido de se operar a tão esperada redução do imposto de importação, pois o câmbio, por si só, é um fator de limitação de volumes".

 

Top 5 – No acumulado do ano a Kia registrou queda de 19,9% nas vendas. Mesmo assim é a marca importada que mais vendeu veículos no ano, com 8 mil 595 unidades, seguida pela Volvo, que vendeu 6 mil 933 veículos e cresceu 14,2% até novembro. Em terceiro lugar aparece a BMW, com 4 mil 344 unidades e expansão de 73,1%. A quarta posição é da Land Rover, que vendeu 2 mil 719 veículos e a Jac fecha o top 5 com 1 mil 880 veículos.

 

Foto: Divulgação.