São Paulo – O crescimento do interesse brasileiro pelos SUVs levou a Ford, pioneira no segmento no País, a realizar um movimento até há pouco tempo impensável: desenvolver, produzir e trazer da China um legítimo utilitário esportivo médio para competir numa das categorias emergentes do mercado. Começam na sexta-feira, 7, as vendas do Ford Territory 100% feito do outro lado do mundo. E a receita para fazer esse SUV de alma oriental cair no gosto do consumidor tem muito do tempero brasileiro.
O Territory é fruto de novos caminhos que a Ford está buscando globalmente para manter competitivo seus produtos em diversos mercados. Aproveitar as sinergias como mecanismos para gerar novos negócios foi a receita utilizada nesse projeto, unindo o melhor de culturas tão diferentes como a brasileira e a chinesa.
O produto. Rodando algumas centenas de quilômetros com o Territory para esta reportagem foi possível reconhecer sua proposta dedicada ao conforto. O espaço interno é realmente um diferencial e pode agradar tanto o motorista quanto os passageiros dos bancos traseiros. Para quem vai na frente aquecimento/resfriamento do assento e do encosto. Mas apenas na versão Titaniun, um dos dois catálogos disponíveis para o Brasil. O outro é o SEL.

Com o pioneirismo e mais de 1,1 milhão de EcoSport produzidos no Brasil a Ford conhece bem o cliente desse segmento. Antônio Baltar, diretor de marketing, vendas e serviços, usa pesquisas que apontam que 75% desejam design, 64% espaço e 63% conforto ao dirigir.
À primeira vista o Territory chama a atenção para dois aspectos: é um Ford maior que o EcoSport, mas tem a outra personalidade, com uma grade diferente e o desenho da lateral, que confere um aspecto mais luxuoso ao produto: “O design destaca a silhueta que o consumidor espera de um Ford”.
O modelo que chega ao Brasil é produzido a partir da plataforma modificada do SUV JMC Yusheng S330, feito na mesma fábrica em Nanchang, Província de Jiangxi, no Sudoeste da China. Portanto muita coisa é comum nesses dois SUVs. Mas também foram promovidas mudanças para que o Territory mantivesse o DNA do oval azul.
O motor 1.5 Turbo EcoBoost GTDI na verdade é o motor JX4G15 do S330 que recebeu a tecnologia da Ford com intercooler e injeção direta de combustível. E também um tratamento especial da Ford no Brasil para atender novamente às exigências do nosso consumidor. O programa de calibração do motor rodou mais de 103 mil quilômetros na América do Sul além de 10 mil horas de testes e validações das mais diversas, como a melhoria do nível de ruídos e vibrações.
O conjunto propulsor utiliza transmissão CVT e gera 150 cv de potência. Na cidade o Territory é macio e silencioso, sem que isso comprometa o consumo ou o desempenho de veículo dessa categoria. A calibração feita no Brasil confirma a proposta de conforto e sua vocação urbana.
De acordo com André Oliveira, diretor de desenvolvimento de novos projetos da Ford para América do Sul, o resultado animou os chineses a considerar adotar esse ajuste no motor para as versões do Territory vendidos por lá.
É na estrada que o Territory mostra outro comportamento. À medida que a rotação aumenta o som do motor começa a ficar mais presente na cabine e a agilidade não é a mesma que a de outros veículos da Ford. Nesse breve contato na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, demorou para que se encontrasse a pressão correta no acelerador que fizesse a transmissão CVT trabalhar em perfeita sintonia com a potência exigida nas ultrapassagens.

Mas é na oferta de tecnologias que o Territory pode chamar ainda mais a atenção de um consumidor ligado nesses atributos. Além dos recursos de assistência de direção, central multimídia configurada para o perfil de utilização do brasileiro, câmara 360º e uma série de outros itens, o SUV chinês é o primeiro carro conectado da Ford no Brasil. Dessa forma, por meio de aplicativo, o proprietário pode controlar diversos dos seus recursos, como acionar a partida e controlar a temperatura da cabine à distância. Essa é uma novidade na categoria.
A Ford situou o Territory em uma faixa de preço onde estão os dois concorrentes que respondem por 66% do segmento: o Volkswagen Tiguan e o Jeep Compass. Os objetivo são ocupar um espaço junto os catálogos mais equipados desses modelos e também atrair fiéis clientes do EcoSport que já estão prontos para dar o passo seguinte na faixa dos SUVs.
A pré-venda começa na sexta-feira 7, com 150 unidades da versão de topo, Titanium, oferecida a R$ 187,9 mil. A SEL chega em seguida e tem preço de R$ 165,9 mil.
Fotos: Divulgação.