São Paulo – Em assembleia antecipada para a tarde da quinta-feira, 17, os trabalhadores da Volkswagen de São Carlos, SP, aprovaram a proposta apresentada pela empresa aos quatro sindicatos que representam os metalúrgicos das fábricas onde a companhia mantém produção no Brasil – além da unidade são-carlense, São Bernardo do Campo e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR.
“Foi aprovada por mais de 95% dos presentes”, disse à Agência AutoData o tesoureiro do sindicato de São Carlos, Júlio Henrique da Silva. “Conseguimos manter os empregos até 2025, que era o objetivo do sindicato.”
São Carlos foi a última unidade a aprovar, em assembleia, a proposta da VW. São Bernardo do Campo e Taubaté o fizeram no começo da semana e em São José dos Pinhais, PR, mais de 97% dos metalúrgicos votaram a favor na eleição online organizada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região.
Além de garantir estabilidade no emprego até 2025 o acordo aprovado pelos trabalhadores prevê a abertura de um PDV, programa de demissão voluntária, com pagamento de até 35 salários, dependendo do tempo de casa, além do garantido pela legislação, e outros termos como PLR e reajustes salariais para o período. Não foi estipulada uma meta para este PDV, e a Volkswagen fará uma segunda rodada, caso necessário, com condições menos vantajosas.
Segundo o presidente Pablo di Si há excedente de 35%, em média, de mão-de-obra considerando o cenário atual do mercado brasileiro de veículos. A Volkswagen emprega 14 mil pessoas no País, segundo os sindicatos.
Então, caso a meta não seja atingida com os PDVs, o excedente que permanecer será colocada em lay off. Por exemplo: a unidade de São José dos Pinhais tem, de acordo com o sindicato, 1 mil 152 trabalhadores excedentes. Se 1 mil aderirem ao PDV, os 152 restantes serão colocados em lay off.
A negociação durou em torno de três semanas e termina sua primeira fase na quinta-feira, 17, com um resultado que agradou aos sindicalistas, que reiteraram a importância de estabilidade de emprego em um momento delicado de mercado e crise. Procurada a Volkswagen afirmou que não se pronunciará no momento.
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