São Paulo — Os reflexos da falta de semicondutores e outros componentes eletrônicos começam a ser sentidos também nos embarques de veículos para outros países. O movimento já era esperado, segundo Luiz Carlos Moraes, presidente da Anfavea: embora os mercados vizinhos estejam aquecidos as fabricantes brasileiras não estão conseguindo atender a demanda da região.
O Brasil exportou 23,8 mil unidades em julho, queda de 29,1% ante junho e de 18,4% na comparação com igual mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Anfavea na sexta-feira, 6. Foi o menor volume de embarque do ano e o mais baixo desde junho do ano passado.

Olhando para o resultado no acumulado houve aumento de 50,7% nos embarques, com 223,9 mil unidades exportadas. Moraes, porém, lembrou que esse crescimento aconteceu sobre uma base baixa, fortemente afetada pela pandemia da covid-19 no segundo trimestre do ano passado:
"Temos aqui uma preocupação por causa das dificuldades com semicondutores para atender outros países da região. Não é um problema de mercado, estamos sendo afetados pela falta de produtos".
Em valores as exportações do mês de julho somaram US$ 558,8 milhões, queda de 6,1% ante junho e incremento de 9,7% na comparação com o igual mês de 2020. No acumulado os embarques somaram US$ 4,2 bilhões, crescimento de 59%, mais uma vez impulsionado pela base baixa do ano anterior.
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