São Paulo – Cerca de 2,5 mil trabalhadores da unidade Anchieta da Volkswagen, em São Bernardo do Campo, SP, entrarão em férias coletivas por vinte dias a partir da segunda-feira, 9. A razão da parada, que envolverá parte dos dois turnos, ou um terço do efetivo, segundo informou o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, é a falta de semicondutores para abastecer a linha de montagem, que começa a sofrer, também, desabastecimento de outros componentes.
O retorno está previsto para 28 de maio, segundo a companhia, que vem sendo, este ano, a que mais sofre com a falta dos componentes eletrônicos: um turno de sua fábrica de São José dos Pinhais, PR, está sem produzir desde a segunda-feira, 2, e 580 trabalhadores foram colocados em lay off por cinco meses.
No mês passado a mesma fábrica da Anchieta ficou parada uma semana por falta de peças. O segundo turno da unidade, que produz Polo, Virtus, Nivus e Saveiro, ficou suspenso, antes, por três meses pelo mesmo motivo.
Os reflexos destas paradas aparecem no mercado: de janeiro a abril a Volkswagen emplacou 47,1 mil veículos, queda de 58,5% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2021. A empresa caiu da segunda para a quinta posição no ranking de marcas, superada por Fiat, Chevrolet, Toyota e Hyundai.
A crise dos semicondutores, porém, atinge a toda a indústria, nacional e global. Segundo Márcio Lima, recém-empossado presidente da Anfavea, no primeiro trimestre mais de 100 mil veículos deixaram de ser produzidos no Brasil por falta de peças.