Master, nova geração do Kangoo e Megane chegarão no segundo trimestre
São Paulo – A Renault impulsionou sua ofensiva de veículos elétricos no Brasil, iniciada pelo Kwid E-Tech. Três novidades estão prometidas para o segundo trimestre de 2023: o Mégane E-Tech, o Kangoo E-Tech e a Master E-Tech, todos 100% elétricos.
Segundo Fabrice Cambolive, COO global da marca Renault, o Brasil é muito importante para o crescimento da empresa fora da Europa: “Estamos caminhando para ser uma empresa de tecnologias e soluções e não só uma montadora. O plano Renalution está caminhando mais rápido do que o esperado, apostando em segmentos mais rentáveis”.
A Master E-Tech marcará a entrada da Renault no mercado de furgões elétricos no Brasil. O veículo terá 200 quilômetros de autonomia e promete atacar o segmento de entregas das vendas online, na chamada last mile, que é a entrega de um produto do centro de distribuição até a casa do cliente.
A nova geração do Kangoo E-Tech terá autonomia superior, cerca de 300 quilômetros, sendo que em um carregador rápido o veículo consegue chegar a 100 quilômetros de autonomia em 40 minutos. O motor elétrico gera 120 cv de potência e o modelo terá algumas soluções inovadoras, caso de uma versão sem a coluna B, que permite uma grande abertura lateral para o transporte de mercadorias maiores.
No segmento de veículos de passeio o Mégane E-Tech chegará com autonomia de 450 quilômetros, bateria de 60 kW, desenvolvida para ser mais fina e ocupar menos espaço no assoalho, e capacidade para recuperar 100 quilômetros de autonomia com apenas 8 minutos de recarga. O Brasil será o primeiro mercado fora da Europa a receber esse modelo: as encomendas serão abertas ainda em 2022. Segundo a companhia 90% dos componentes do Mégane são recicláveis.
Até agora apenas o Kwid E-Tech está disponível para compra no Brasil, sendo ofertado em 290 concessionárias por R$ 146,9 mil. Seu primeiro lote já foi vendido e as unidades serão entregues nas próximas semanas. Um segundo lote, de 150 unidades, já foi encomendado e chegará até dezembro para atender a novas encomendas.
O modelo possui autonomia de 298 quilômetros, segundo a Renault, e pode ser recarregado em qualquer tomada, desde uma 220 v residencial até um eletroposto de carga rápida. Durante a pré-venda a empresa notou que os compradores do Kwid E-Tech possuem renda de R$ 10 mil a R$ 20 mil, tendo nele o seu segundo ou terceiro veículo e a principal razão para a compra é a economia por quilômetro rodado. A maioria informou que usará sua tomada 220 v de casa para recarregá-lo.
Toda a rede está apta para realizar a manutenção preventiva dos modelos elétricos. Para problemas mais sérios a Renault selecionou cinquenta lojas que receberam o treinamento necessário para realizar todo tipo de manutenção do veículo e da bateria, com capacidade até para abrir a bateria e trocar algum módulo.
Com relação à rede de recarga a Renault informou que todas as concessionárias terão, pelo menos, um eletroposto. A Renault também tornou-se parceira da rede de estacionamento Estapar, que possui uma série de carregadores disponíveis. Nesse primeiro momento a Renault não instalará, diretamente, estações de recarga públicas.
Os híbridos flex também estão no radar da Renault para essa ofensiva eletrificada no Brasil, de acordo com Ricardo Gondo, presidente da Renault no Brasil: “Temos interesse em desenvolver um híbrido flex para o mercado brasileiro. Este tema já está em discussão, mas não posso adiantar os pormenores”.
Segundo Gondo o híbrido flex ganhará força nos próximos anos, assim como os elétricos puros, e a Renault trabalha com dois cenários: um mais otimista projetando que 13% das vendas em 2030 serão de veículos elétricos, e outro mais pessimista, que espera participação nos emplacamentos anuais de 5%. Para os dois casos é considerado o retorno das vendas anuais para em torno de 3,5 milhões de unidades.