São Paulo – A produção de motocicletas em setembro foi a melhor para o mês desde 2013, somando 139 mil 622 unidades produzidas no PIM, Polo Industrial de Manaus. Foi também o segundo melhor mês do ano, segundo os dados divulgados pela Abraciclo, na quinta-feira, 13. O volume do mês passado representou crescimento de 28,3% sobre igual período do ano passado e retração de 4,3% sobre agosto, que foi o melhor mês do ano até agora.
No acumulado de janeiro a setembro a indústria ultrapassou a marca de 1 milhão, chegando a 1 milhão 61 mil 543 motocicletas produzidas no País, crescimento de 18,4% com relação aos primeiros nove meses do ano passado. O presidente Marcos Fermanian classificou o resultado como importante, pois chegou próximo do volume de todo o ano de 2019, quando saíram das linhas de produção 1,1 milhão de unidades.
No varejo o setor registrou seu melhor resultado para setembro desde 2011, sendo também o segundo melhor mês do ano, somando 123 mil 641 unidades. Esse volume superou em 13,6% o mesmo mês de 2021 e foi 4,3% maior do que em agosto, enquanto o acumulado do ano chegou a 986,2 mil motocicletas, crescimento de 17,3% sobre o ano passado.
Fermanian acredita que ainda existe uma demanda reprimida de 100 mil unidades: “As montadoras estão trabalhando para produzir mais, mas dificilmente vamos conseguir equilibrar o mercado até dezembro e parte desses pedidos seguirá para 2023”.
O segmento de duas rodas está sendo impulsionado por fatores como demanda crescente por mobilidade urbana, por terem nas motocicletas uma opção mais barata e com menor consumo de combustível, baixo custo de manutenção e protagonismo nas entregas urbanas.
Nas exportações uma novidade: a Colômbia, que em 2020 era o terceiro principal destino, hoje ocupa a primeira posição do ranking por país. A Argentina caiu para segundo lugar e os Estados Unidos para terceiro. De janeiro a setembro foram exportadas 43 mil 670 unidades, crescimento de 2,1% ante igual período do ano passado.
Em setembro os embarques somaram 5 mil 786 unidades, expansão de 18,8% na comparação com o mesmo mês de 2021 e queda de 25,9% com relação a agosto.