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EagleBurgmann investe R$ 20 milhões em nova fábrica de Valinhos

Capacidade será praticamente dobrada e produção ganhará segundo turno

São Paulo – A EagleBurgmann, subsidiária do Grupo Freudenberg, inaugurou na quinta-feira, 3, uma nova fábrica em Valinhos, SP. Com investimento de R$ 20 milhões promete dobrar a capacidade de produção de sua antiga fábrica de Campinas, SP, onde a operação brasileira funcionava desde 1978, e que foi desativada em agosto.

A empresa de mecânica fina e usinagem de precisão, fabricante de selos mecânicos e de juntas de expansão não fornece diretamente para o setor automotivo. Mas como tem atividade dedicada a evitar vazamentos em processos industriais, possui, dentre seus clientes, Stellantis e Ford, que aplicam os componentes em bombas usadas nos tratamentos de efluentes e em cabines de pintura.

“Costumo dizer que vendemos esses produtos mas entregamos proteção ambiental e tranquilidade para a operação”, afirmou Rodrigo Vilela, diretor geral da EagleBurgmann para a América Latina. Desde 2019 a companhia começou a apresentar crescimento na demanda e, em maio de 2020, anunciou a mudança para Valinhos, distante 30 quilômetros de Campinas, “em ciclo de investimento concluído dois anos e cinco meses depois”.

Vilela contou que, com o passar do tempo, o bairro de Barão Geraldo, onde estava a fábrica antiga, foi se desenvolvendo com maior aptidão comercial e residencial e cada vez menos industrial. Já em Valinhos o espaço contempla área para possível expansão até porque, segundo o executivo, há possibilidades de a empresa dobrar de tamanho até o fim do ano em comparação a 2019.

“Passamos a ter restrições de operação que impactam na nossa capacidade produtiva. E o grande motivador da mudança foi justamente ampliar essa capacidade. Então aproveitamos para investir em máquinas e equipamentos que substituíram os antigos e agregaram tecnologia de ponta.”

Os R$ 20 milhões incluem aquisição de terreno, de 12 mil 375 m², construção das instalações, que ocupam 3 mil 208 m², compra de equipamentos e mobiliário, contratações e capacitação. Alinhada aos preceitos de sustentabilidade, redução de emissões e aumento de eficiência e capacidade produtiva a fábrica já nasceu com painéis fotovoltaicos que produzem toda a energia consumida no local. Há ainda reuso de água de chuva e ampla iluminação natural.

“Desde 2019 o número de funcionários vem crescendo e, na semana que vem, inauguraremos um segundo turno de produção. Com a mudança a equipe de noventa empregados cresceu em torno de 15%. Hoje temos 103 funcionários.”

Esta fábrica é a única da EagleBurgmann na América do Sul. No Brasil há ainda dois centros de serviços, um em Lauro de Freitas, BA, local escolhido pela proximidade com Camaçari, e Macaé, RJ, devido à proximidade com a Bacia de Campos e com a indústria de óleo e gás, seu principal cliente.

Ao todo são 138 funcionários no País. Existem outros três centros na Colômbia, Argentina e Chile, que recebem a produção de Valinhos.

Sobre o que vem estimulando a ampliação de produção Vilela disse: “Estamos em todos os equipamentos rotativos, seja um compressor, um agitador, uma bomba centrífuga, uma caldeira. E todas as indústrias têm esses produtos instalados”.

Ou seja: com a retomada do ritmo de produção, passado o ápice da pandemia, a demanda foi aquecida. Isso mesmo não tendo escapado dos aumentos de preços de insumos, como aço e borracha, por causa da crise de abastecimento.

De qualquer forma, e como o aporte integra visão de longo prazo da companhia, foi injetado já aguardando reação da economia, ainda que não contasse com agravantes como a guerra na Ucrânia no meio do caminho.

Outro segmento importante que a EagleBurgmann atende são as indústrias químicas de plásticos de engenharia e polipropileno, assim como as grandes siderúrgicas e fábricas de tintas e solventes. Produtoras de materiais largamente usados no setor automotivo.

A EagleBurgmann é uma das onze empresas do Grupo Freudenberg, das quais sete mantêm atividade no Brasil – uma delas, na realidade, a Freudenberg-NOK, encerrou a operação de sistemas de vedação e de peças para o setor de reposição em Diadema em 2020. Estes produtos seguem abastecendo o mercado brasileiro por meio de importação.

De acordo com Vilela das seis unidades de negócio que operam por aqui quatro receberam investimentos de 2015 para cá, o que reforça os planos de manutenção do grupo no Brasil.

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