Importantes mercados diminuíram encomendas no mês passado
São Paulo – A menor produção de veículos em fevereiro, prejudicada por paradas em montadoras e pelo menor número de dias úteis, dezoito, afetou também as exportações. As vendas ao Exterior, de acordo com números da Anfavea divulgados na segunda-feira, 6, somaram 34,3 mil unidades. O volume é 17,2% inferior ao embarcado em fevereiro de 2022, 41,4 mil veículos.
Na comparação com janeiro, quando 33 mil unidades foram exportadas, houve acréscimo de 3,8%. Na soma do bimestre, porém, os 67,4 mil veículos ficaram 2,6% aquém do volume dos dois primeiros meses do ano passado, 69,2 mil unidades.
Não só isto, uma vez que as compras da Colômbia caíram 17%. E foi exatamente a Colômbia que deu fôlego significativo aos embarques de veículos brasileiros ao longo do ano passado na condição de terceiro maior parceiro comercial, atrás de Argentina e México. Em janeiro já haviam recuado em torno de 20%.
O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, reafirmou a necessidade de analisar com cautela o mercado colombiano, “muito importante para nós, que por causa dos juros praticados na economia local diminuiu suas compras”.
O México ampliou suas compras de veículos brasileiros em 20% no mês passado: “Trata-se de um mercado que tem sido bastante competitivo. Além de estar atraindo mais investimentos o país tem apresentado crescimentos também nas importações e exportações”.
A Argentina, que havia aumentado as encomendas em janeiro, pôs o pé no freio em fevereiro. De acordo com Lima Leite houve redução nos emplacamentos locais mas não nas vendas para as concessionárias. Ou seja: a demanda no atacado continuou acontecendo.
O dirigente assinalou que as perspectivas são positivas para o mercado do país vizinho ao citar projeção da Adefa de crescimento de 11% em 2023 ao passar de 380 mil unidades vendidas no ano passado para as almejadas 420 mil: “Ou seja: o mercado argentino tem, de alguma forma, apresentado reação”.
Aumento do tíquete médio dos embarques
O valor obtido com o comércio com outros países, US$ 943 milhões, superou em 33% o de janeiro, de US$ 709 milhões, e em 29% o de fevereiro de 2022, de US$ 731 milhões. No acumulado do ano a cifra de US$ 1,7 bilhão representou incremento de 28,5% frente ao primeiro bimestre de 2022.
A explicação para isso, segundo Leite, é o fato de o setor ter exportado veículos de maior valor agregado, principalmente caminhões. De acordo com o vice-presidente da Anfavea Gustavo Bonini os embarques foram favorecidos por acordo bilateral com o México, existente desde 2022 e que será concretizado em julho:
“Isso fez com que mais do que dobrasse o número de caminhões exportados para lá em fevereiro”.