São Paulo – A divisão de componentes automotivos da Continental – que está se separando das outras unidades do grupo e a partir de setembro adotará o novo nome Aumovio – reforçou o foco no mercado de reposição brasileiro: a área de negócios já cresceu 100% de 2019 a 2023, responde atualmente por 30% do faturamento no País e o objetivo é alcançar expansão de 300% até 2028.
“É um objetivo agressivo mas realista levando em conta o que já crescemos”, afirmou Ricardo Rodrigues, diretor da unidade de veículos comerciais e aftermarket da Continental no País, que mostra os seus diversos componentes para reposição na Automec – de 22 a 26 de abril no São Paulo Expo –, principalmente elementos de sistemas de frenagem, peças de motor e eletrônicos, como tacógrafos, produto de uso obrigatório em caminhões.
Rodrigues justificou que a expansão acelerada na reposição se dá por meio de plano elaborado há poucos anos: “Não éramos grandes no aftermarket, por isto montamos um plano para crescer. Primeiro limpamos o portfólio, focando nos itens mais demandados, que cobriam 95% das vendas. O número de part numbers foi reduzido de mais de 5 mil itens para apenas 818 atualmente. Com isso focamos no necessário e aumentamos nossa agilidade, entregamos qualquer pedido no País em três a quatro dias”.
O executivo contou que, apesar da drástica redução do portfólio, foram acrescentados novos produtos de alta demanda à lista, como bombas de combustível, cilindro-mestre de freios, sensor de nível de combustível, cilindros de roda e kits de reparo.
Também está em estudo a oferta de serviços complementares na rede de atendimento da Continental, como troca de óleo.
Como a Continental produz no País boa parte dos componentes para fornecimento direto aos fabricantes de veículos 100% dos itens vendidos no aftermarket para veículos pesados são nacionalizados, porcentual que cai 60% no caso de automóveis e comerciais leves.