GM adota elementos do design global na dianteira e no interior e mantém os preços de seu tradicional SUV
Ouro Preto, MG – Nem sempre foi assim. Ainda nos primórdios dos SUVs no Brasil, lá em 2005, o Chevrolet Tracker, importado inicialmente da Argentina, depois do México, era uma das poucas alternativas neste segmento. Agora, com 25 concorrentes no meio dos SUVs compactos, que representam 24% das vendas totais, a vida do veículo produzido em São Caetano do Sul, SP, ficou um pouco mais difícil. A competição fez a GM mudar um pouco seu SUV mais vendido: novo visual na frente e no interior, motores recalibrados e outras alterações. Mas os preços foram mantidos na linha 2026:
AT Turbo R$ 119 mil 990
LT Turbo AT R$ 154 mil 90
LTZ Turbo AT R$ 169 mil 490
Premier 1.2 Turbo AT R$ 189 mil 590
RS 1.2 Turbo AT R$ 190 mil 590
Novidades da linha 2026
Olhando para a dianteira percebe-se a maior mudança: o posicionamento de faróis, o recorte do para-choque e um novo desenho da grade para dar melhor fluxo de ar em movimento. A GM diz que adotou elementos do design global e cada versão do Tracker possui uma identidade específica, com rodas com desenhos e cores diferentes.
O interior também segue essa lógica, com acabamento e cores diferenciadas para as quatro versões. Ficou um ambiente mais requintado e a nova estrutura dos bancos dianteiros, com espumas e reforços em pontos de maior contato e desgaste, como na lombar, proporcionam mais conforto aos ocupantes.
Durante a viagem de Belo Horizonte a Ouro Preto, além de colocar à prova os bancos e a suspensão recalibrada, atributos bastante exigidos por causa da condição e o fluxo nas estradas mineiras, ficou perceptível que o novo software de gerenciamento da direção elétrica trouxe maior conforto ao condutor nas manobras.
São duas opções de motorização disponíveis para o Tracker 2026: 1.0 de 116 cv e 1.2 de 135 cv. Estas configurações não permitem que o SUV esteja enquadrado no programa carro sustentável, que oferece redução do IPI para modelos de entrada. No portfólio da Chevrolet uma versão do Onix estará enquadrado nas exigências do governo para receber o desconto do IPI.
No Tracker estão sendo ofertados somente motores turboalimentados e suas emissões estão acima das 83 g/km necessárias para ter o desconto do IPI. Segundo a GM o 1.0 emite 108 g/km e o 1.2 111 g/km. Entretanto, para estarem preparados para a nova regulamentação do IPI Verde, a engenharia já reduziu eletronicamente a potência destes motores turbo em 1 cv.
Na prática não houve perda de desempenho com 1 cv a menos. No caso do 1.2 o ganho de torque, que passou para 18,3 kgfm [16,3 kgfm no 1.2 do Tracker 2025], facilitou ainda mais as ultrapassagens nas perigosas rodovias de Minas Gerais.
Outra novidade da linha 2026 é o painel digital configurável para o motorista de 8 polegadas e a central de infoentretenimento de 11 polegadas. Mais uma atualização seguindo o conceito dos produtos globais da Chevrolet, como o Equinox.
Segundo Paula Saiani, diretora de marketing de produto, “as mudanças da linha 2026 do Tracker evoluíram onde mais importa para o consumidor”.
Mesmo sem informar quais os objetivos de vendas da linha 2026, que já está disponível nas concessionárias, o Tracker tem a missão de brigar com a enorme concorrência e permanecer na companhia dos mais vendidos. Segundo a Fenabrave de janeiro a junho está na décima-primeira posição do ranking, com 27 mil 238 unidades negociadas.