Por incrível que pareça o cenário de instabilidade que a indústria brasileira de veículos e autopeças se acostumou a viver no Brasil está, atualmente, mais presente fora dos limites territoriais. Ainda que a taxa básica de juro com Selic a 15% ao ano – patamar considerado inexplicavelmente elevado por pessoas ligadas à indústria – exerça pressão sobre o mercado e a produção, os ventos que chegam de fora são mais perigosos e inesperados.
Quem imaginaria, no fim de 2024, quando AutoData conversava com executivos do setor automotivo para a sua edição Perspectivas 2025, que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aplicaria tarifas direcionadas para a indústria automotiva, especialmente para importação de peças e veículos? Ou que estas mesmas tarifas seriam elevadas justamente para os produtos exportados a partir do Brasil?
Do outro lado do Oceano Atlântico, na Europa, o cenário é de reestruturação na cadeia de autopeças. Grandes sistemistas como Bosch, Continental, Schaeffler e ZF anunciaram demissões na Alemanha, decorrentes da acelerada transição para a eletrificação – que, agora, admitem acontecerá mais tarde do que imaginavam.
Como a situação muda de um dia para o outro antes de entrar no assunto de perspectivas 2026 cabe contextualizar: esta reportagem terminou de ser apurada e foi escrita dias após à primeira conversa de telefone de Trump com o presidente da República brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva. As negociações com o secretário de Estado estadunidense, Marco Rubio, estavam em estágio inicial. Ou seja: novas mudanças estavam no horizonte antes que AutoData pudesse conhecê-las para incluir nesta reportagem.
MELHOR NO BRASIL
Esta reportagem foi publicada na edição 426 da revista AutoData, de Outubro de 2025. Para ler ela completa clique aqui.
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