São Paulo – O Grupo Renault comercializou 2,3 milhões de veículos em todo o mundo no ano passado, avanço de 3,2% com relação ao resultado de 2024 — o mercado avançou 1,6%. Considerando somente os veículos da marca Renault em mercados internacionais houve alta de 11,7%, puxada por seus mercados-chave como América Latina, com acréscimo de 11,3%, Coreia do Sul, 55,9% e Marrocos, 44,8%.
O grupo pretende, em 2026, pôr em prática planos de resiliência em ambientes complexos para acelerar seu crescimento fora da Europa, graças ao SUV Boreal na América Latina e na Turquia, o SUV Duster na Índia e o SUV Filante na Coreia do Sul – cuja exportação para o Brasil está marcada para o ano que vem.
Além disso nova picape é aguardada para o segundo semestre, baseada no conceito Niágara, produzida na Argentina para concorrer com a Fiat Toro. Ela utilizará a nova plataforma RGMP, permitindo motorização híbrida e inovações em conectividade, marcando uma nova fase da marca.
Faturamento do grupo avançou 3% em 2025
De acordo com balanço do grupo, em linha com sua previsão financeira, em 2025 foram atingidas fortes rentabilidade e geração de caixa livre. O faturamento de € 57,9 bilhões apresentou avanço de 3% frente a 2024, que chega a 4,5% com taxas de câmbio constantes.
A companhia atribui o resultado ao crescimento de suas três marcas automotivas complementares, à implementação do International Game Plan, plano estratégico para fortalecer sua presença global fora da Europa até 2027, e à eletrificação de gama de produtos.
A margem operacional do grupo, de € 3,6 bilhões, representou 6,3% do faturamento. O resultado líquido de participação, no entanto, ficou negativo em € 10,9 bilhões, segundo a empresa, por causa dos impactos da Nissan, sendo € 9,3 bilhões em perdas não monetárias associadas à evolução do tratamento contábil da participação do grupo na montadora e € 2,3 bilhões em contribuição das empresas associadas. Sem os impactos da Nissan o valor líquido foi positivo em € 715 milhões.
O fluxo de caixa livre da divisão automotiva, de € 1,5 bilhão, foi alavancado pelo desempenho operacional do grupo, parcialmente compensado pela variação negativa das necessidades em capital de giro. O fluxo de caixa livre inclui € 300 milhões dividendos recebidos da Mobilize Financial Services. A posição líquida financeira da divisão automotiva foi recorde: € 7,4 bilhões em 31 de dezembro de 2025.
Planejamento estratégico será apresentado em março
Quanto às perspectivas financeiras para 2026 a meta é que a margem operacional seja de cerca de 5,5% do faturamento do grupo e o fluxo de caixa livre da divisão automotiva chegue a € 1 bilhão, incluindo os € 350 milhões de dividendos recebidos da Mobilize Financial Services.
“O foco da companhia estará na redução dos custos”, acentuou nota da empresa, “para manter resultados financeiros robustos e resilientes de forma perene no médio prazo.”
Em 10 de março será apresentado planejamento estratégico do grupo. Com o objetivo de ampliar a oferta de produtos e a experiência do cliente há a previsão de lançar uma segunda gama de produtos na Europa e de tornar-se concorrente de primeiro plano em mercados com forte potencial, como América Latina e Índia.