MWM promove modificações em seu canal de vendas online

São Paulo – A MWM promoveu melhorias técnicas no seu canal de vendas online, a Loja MWM. Na terça-feira, 5, a empresa informou que houve modificações nos mecanismos de buscas pro produtos do site. Houve também a inserção de novas imagens e listas de informações sobre a oferta online. O canal, hoje, oferece 1,2 mil peças para vendas.

Vendas de usados e seminovos caíram 26% até abril

São Paulo — Dados da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, divulgados na terça-feira, 5, mostraram queda de 78% no movimento das revendas de veículos seminovos e usados de março a abril. As vendas no acumulado do ano até abril, segundo relatório da federação, caíram 26% na comparação com o desempenho registrado em igual período no ano passado, somando 3,3 milhões de unidades.

Mais quatro empresas são habilitadas ao Rota 2030

São Paulo — Mais quatro empresas entraram na lista das habilitadas ao Rota 2030, a política industrial para o setor automotivo em vigor desde 2018. Com a integração de Maxiforja, Sogefi, Denso e NTN subiu de 58 para 62 o número de habilitações ao programa federal.

 

Suas inclusões foram feitas por meio de portaria assinada em março, com posterior publicação no DOU, Diário Oficial da União, em abril. A relação das companhias habilitadas já foi atualizada na página do Ministério da Economia na internet.

 

A Maxiforja produz componentes estruturais para veículos comerciais em fábrica instalada Canoas, RS, e a Sogefi é fabricante de filtros e molas para automóveis e veículos comericias e mantém quatro fábricas no País: Gravataí, RS, Mateus Leme, MG, Jarinu e Mogi Mirim, SP.

 

A Denso produz para o mercado OEM sistemas powertrain e mantém duas fábricas no Brasil dedicadas à produção de componentes automotivos: Curitiba, PR, e Betim, MG. Em Manaus, AM, produz para mercado de motocicletas. E a NTN é fábricante de rolamentos e semieixos com fábricas em Fazenda Rio Grande, PR, e em Guarulhos, SP.

 

Foto: Divulgação.

Pista de testes da ZF em Limeira completa 50 anos

São Paulo — A ZF celebra os 50 anos da sua pista de testes em Limeira, SP, que ocupa uma área de 429 mil m² e permite o teste de veículos leves e pesados — com limite de 10 toneladas por eixo. Só no ano passado a companhia registrou mais de 10 mil horas de testes na pista que já foi usada por muitos veículos produzidos no País.

 

A pista permite diversos testes como frenagem, arrefecimento, ruídos, stop-and-go, aceleração, retomada, consumo de combustível e até homolagação de novos sistemas de freio. Carlos Romano, gerente de engenharia de aplicação da empresa, disse que a unidade é usada por diversas montadoras que testam os veículos e suas tecnologias em condições extremas. 

 

Foto: Divulgação.

Marelli Cofap expande portfólio de amortecedores para pesados

São Paulo – A Marelli Cofap Aftermarket expandiu seu portfólio de amortecedores Cofap para veículos pesados com o lançamento de quatro códigos novos para os caminhões Mercedes-Benz Actros e Axor e o MAN TGX.

 

O amortecedor L.12770, dedicado aos caminhões da Mercedes-Benz, é a novidade para os ônibus da própria montadora. A Marelli Cofap também lançou um novo código para o Ford Cargo 3031 e para o Ford Cargo 1317 e 1517.

FFTech estuda produção nacional de câmeras automotivas

São Paulo — A FFTech iniciou a importação e a venda do Mobileye no Brasil, um sistema de câmera da Intel que monitora o percurso do veículo e alerta o motorista sobre diversas situações de trânsito. E já estuda a produção local a partir de 2021, segundo Ubiratan Malumbre, diretor de vendas para o segmento OEM e aftermarket. Em seus cálculos, a nacionalização reduziria os custos em 50%, o que anima bastante:

 

"Estamos trabalhando rapidamente. O plano já está em andamento e, agora, aguardamos que o mercado volte ao normal, depois da pandemia, para que o projeto volte a andar".

 

Para produzir a câmera aqui a empresa precisa de um volume anual considerável, algo em torno de 10 mil unidades, de acordo com Malumbre. O foco está no segmento de veículos leves, no qual a empresa avançou no começo do ano: "FCA, Ford e GM nos procuraram para testar o equipamento. No caso da GM os estudos são para equipar todos os seus veículos no futuro, enquanto a Ford está testando o equipamento na Ranger. A FCA não decidiu ainda se avançará com o projeto, mas tem interesse em iniciar os testes".

 

Malumbre contou que as montadoras ainda estudam a aplicação do sistema nos veículos, que será realizado, sempre, depois de sair da linha de produção, por causa dos custos que ainda são altos. Ele acredita que os negócios avançarão e, no futuro, o equipamento poderá ser até acessório original vendido nas concessionárias. Em outros mercados, como Europa, muitas montadoras já usam o equipamento.

 

 

 

 

Negócios também foram fechados com a Mercedes-Benz e a Volkswagen Caminhões e Ônibus no ano passado, que usaram o equipamento para equipar veículos especiais produzidos para frotistas — nesse caso o equipamento também é instalado nos veículos depois da produção, em uma área dedicada a adaptações. Grande frotas também estão no radar desde que as vendas começaram no País: "Houve boa aceitação das empresas porque o investimento no equipamento compensa pelo aumento da segurança dos motoristas e dos veículos".

 

Atualmente a empresa também atua no segmento de aftermarket para veículos leves, como distribuidora independente, com técnicos nas principais capitais para realizar a instalação. Neste caso a Mobileye tem custo de, aproximadamente, R$ 4 mil.

 

Trabalhando para fechar negócios para iniciar a produção nacional em 2021, empresa planeja montar um sistema de CKD, desenvolvendo alguns componentes nacionais, como peças injetadas, parafusos e chicotes elétricos, e importando o resto da China. 

 

A câmera da Mobileye trabalha junto com um processador de alta velocidade que processa as imagens, analisa todo o ambiente ao redor do veículo e emite sinais visuais e sonoros de alerta para o motorista, avisando se há risco de colisão com outro automóvel, pedestre, animal ou com algum objeto na via. O equipamento também faz a leitura de placas, alerta sobre o limite de velocidade, faz a leitura das faxias de trânsito e avisa em caso de mudança involuntária.

 

Fotos: Divulgação.
 

Venda de importados cai 75% e Abeifa pede ajuda ao governo

São Paulo – As empresas importadoras de veículos venderam 750 unidades no mês passado, queda de 74,6% com relação a abril de 2019 e retração de 64,1% contra março, segundo a Abeifa, que representa quinze marcas. Diante desses números a entidade teme pela desestruturação de sua rede de concessionários, segundo João Henrique Oliveira, seu presidente: 

 

"O cenário de nosso setor, nos últimos dois meses, nos mostra que corremos sério risco. Por isso no último 17 de abril protocolamos junto à Secretaria Geral de Presidência da República ofício por meio do qual solicitamos medidas emergenciais em favor do setor".

 

Ele teme que nos próximos meses as atividades das redes, que contam com 450 pontos e geram 17,5 mil postos de trabalho, sejam totalmente paralisadas, como a venda de veículos novos e usados, peças e serviços de pós-vendas.

 

As medidas emergenciais solicitadas pelo setor contemplam a redução do imposto de importação, dos atuais 35% para 20%, e redução do IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados. A Abeifa também pede acesso rápido a linhas de crédito do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal para o capital de giro das empresas, rede e fornecedores, e a suspensão de pagamentos de tributos federais por, no mínimo, 120 dias.

 

Em março as vendas já foram impactadas, parcialmente, pelo fechamento das concessionárias e pelo isolamento social promovido em diversos estados, que se estendeu durante todo o mês de abril. Com isso, o resultado no primeiro quadrimestre do ano foi 24,2% menor do que o do ano passado, somando 7,9 mil licenciamentos. A escalada do dólar é mais um problema enfrentado pelo segmento e que dificulta as vendas. 

 

Vendas por marca – A Volvo vendeu 208 unidades, a única a superar a casa das duzentas unidades, e liderou o ranking por marca. A Kia ficou em segundo lugar com 133 licenciamentos e a BMW aparece na terceira posição com 112. As vendas das outras doze marcas afiliadas à Abeifa ficaram em dois dígitos.  
 

 

Foto: Divulgação.

Ford mantém fábricas paradas até o fim do mês

São Paulo – Ficou para o começo de junho o retorno da produção de veículos Ford em Camaçari, BA, motores em Taubaté, SP, e modelos Troller em Horizonte, CE. Acordos com os sindicatos dos metalúrgicos locais com base na MP 936, editada pelo governo federal para flexibilizar os contratos de trabalho durante a pandemia da covid-19, estabeleceram suspensão temporária dos contratos dos trabalhadores destas unidades de maio a julho, incluindo eventual redução de jornada e salário quando as atividades retornarem.

 

A data informada, 1o de junho, é uma previsão, afirmou a companhia em nota distribuída na terça-feira, 5: “Desde que a situação permita o retorno com segurança”.

 

A Ford segue os passos de General Motors, Honda, PSA Peugeot Citroën e Toyota, outras empresas que agendaram para junho o retorno da operação das suas linhas. A Jaguar Land Rover o agendou para 15 de junho em Itatiaia, RJ. Todas estas empresas adotaram as medidas previstas pela MP 936, flexibilizando ou suspendendo contratos.

 

Fabricantes de veículos pesados já retornaram ao trabalho: DAF, Iveco, Mercedes-Benz, Scania, Volkswagen Caminhões e Ônibus e Volvo estão gradativamente voltando a operar suas linhas de produção. BMW e Renault também voltaram. Até o fim do mês pretendem retornar FCA, Hyundai, Nissan e Volkswagen.

 

Foto: Divulgação.

FCA programa retomada da produção para 11 de maio

São Paulo – A FCA programou para a segunda-feira, 11 de maio, a reabertura de suas fábricas no Brasil e na Argentina. A informação foi fornecida a investidores durante a divulgação dos resultados do primeiro trimestre do ano, na terça-feira, 5 – mesmo com o efeito da pandemia da covid-19 nos negócios a companhia registrou EBIT de € 52 milhões, 95% abaixo do mesmo período de 2019. Houve prejuízo de € 471..

 

A América Latina registrou redução de 32% na sua geração de receita líquida, que somou € 1 bilhão 320 milhões, devido à queda de 12% nas vendas – 106 mil unidades no período – e à desvalorização do real. Por aqui os efeitos da covid-19 começaram a ser sentidos mais na segunda metade de maio, gerando impacto menor nos negócios.

 

Globalmente a queda no volume de vendas chegou a 21%, para 818 mil veículos.

 

A produção já retornou na China e na Itália, com o restante da Europa reabrindo as operações no decorrer do mês. Na América do Norte a previsão é retomar a produção em 18 de maio, uma semana depois de Betim, MG, Campo Largo, PR, Goiana, PE, e Córdoba, Argentina.

 

Em entrevista ao Webcon AutoData o presidente para a região, Antonio Filosa, estimara para meados de maio a retomada na produção. Disse que antes faria pessoalmente um teste, simulando um dia normal de trabalho. Assim como outras fabricantes vêm fazendo haverá alterações na linha de produção, com menos gente e maior distanciamento, além de outras medidas de prevenção.

 

Na divulgação a investidores a FCA disse que priorizará a produção de modelos elétricos, de maior margem de lucro e com estoque baixo, sempre alinhado à demanda do consumidor. A companhia revisou também sua projeção de vendas na região: 3 milhões de unidades, uma redução de 29% com relação a 2019 – a projeção anterior para 2020 era de 4,3 milhões de veículos.

 

No Brasil a expectativa foi reduzida de 2,8 milhões de automóveis e comerciais leves para 1,9 milhão de unidades, queda de 30% com relação ao resultado do ano passado.

 

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BMW, DAF, Mercedes-Benz, Renault e Volvo voltam a operar

São Paulo – Aos poucos o setor automotivo retoma suas operações dentro daquele que, por enquanto, é considerado o novo normal da produção. Com jornadas reduzidas, maior distanciamento dos trabalhadores, máscaras de proteção agregadas ao EPI, dentre outas medidas, voltaram ao trabalho na segunda-feira, 4, funcionários da BMW em Araquari, SC, da DAF em Ponta Grossa, PR, da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, da Renault em São José dos Pinhais, PR, e da Volvo em Curitiba, PR.

 

Na maioria das empresas o trabalho remoto, com eventual rodízio de colaboradores, foi adotado nas áreas administrativas, para reduzir a quantidade de pessoas circulando pelas fábricas. Palestras e orientações foram passadas aos trabalhadores do chão de fábrica – pessoas do grupo de risco seguem afastadas.

 

Na BMW e na DAF o retorno está sendo gradual, informaram as empresas em nota distribuída na segunda-feira, 4. Na Mercedes-Benz os trabalhadores, metade do efetivo, retornaram mas ainda não começaram a produzir. Durante esta semana as linhas serão preparadas para que, a partir da segunda-feira, 11, volte a produção de caminhões e ônibus.

 

Na Volvo parte dos 3,5 mil funcionários da produção está com contrato suspenso e parte com redução de 25% da jornada, o que permite menos gente circulando no chão de fábrica.

 

A Renault não forneceu pormenores do retorno da operação, mas foi das poucas empresas que não conseguiu acordo com o sindicato dos metalúrgicos local para redução de jornada ou suspensão dos contratos de trabalho.

 

Foto: Divulgação.