Toyota Yaris foi o hatch menos depreciado do semestre

São Paulo – O Yaris, da Toyota, foi o hatch que teve o seu preço menos depreciado no primeiro semestre deste ano, na comparação com igual período de 2018. O modelo perdeu 2% do seu valor inicial em seis meses de acordo com a KBB, Kelley Blue Book, plataforma online especializada em análise de preços.

 

O segundo do ranking foi o Volkswagen Golf, que perdeu 2,3% do seu valor inicial de janeiro a junho, seguido por outro modelo da marca, o Fox, com depreciação de 2,6%. Na outra ponta os três modelos que mais perderam valor até junho foram Fiat Uno, com depreciação de 13,6%, Ford Ka, com 14,1%, e Ford Focus, 16,2%.

 

A pesquisa considerou todos os modelos do mercado, separados apenas por tipo de carroceria e não por segmento.

VWCO produzirá novo micro-ônibus no México

São Paulo – O Volkbus 8.160 é a novidade da Volkswagen Caminhões e Ônibus para o mercado mexicano, seu menor chassi oferecido no país. Segundo comunicado o novo micro-ônibus dedicado ao transporte de passageiros é ideal para circular em ruas estreitas, que predominam nas principais cidades do México, e será produzido na fábrica de Querétaro.

 

O modelo tem motor Cummins ISF de 3.8 litros e 162 cv, com tecnologia Euro 5 e foi lançado, lá, durante a Conturmex, convenção nacional da Confederação Nacional de Transporte Urbano e Suburbano da República Mexicana. Diretor comercial da VWCO Miguel Vallejo disse que a participação no evento foi importante para mostrar para mais de quatrocentas empresas o seu novo modelo.

 

Foto: Divulgação.

Destino da Ford Taboão será conhecido em poucas semanas

São Paulo – Em poucas semanas deverá ser anunciado o desfecho, positivo ou não, das negociações da Ford com a Caoa, até agora a única publicamente interessada em adquirir sua fábrica do bairro do Taboão, em São Bernardo do Campo, SP, onde eram produzidos seus caminhões e o modelo Fiesta. Quem divulgou essa expectativa foi o presidente da Ford América do Sul, Lyle Watters:

 

“Devemos ter novidades em poucas semanas”, afirmou a jornalistas na quarta-feira, 7. “Há razões para sermos otimistas de que encontraremos um comprador local”.

 

Embora atualmente a negociação em curso seja somente com o Grupo Caoa, Watters afirmou estar aberto a receber novas propostas pela fábrica – que, de todo modo, seguirá com o cronograma estipulado em fevereiro quando, a Ford anunciou sua saída do negócio de caminhões na América do Sul e o consequente fechamento da unidade: só haverá produção até novembro.

 

Segundo a Agência AutoData apurou o Grupo Caoa busca financiamento para o negócio, estimado em ao menos R$ 3 bilhões. O empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade bateu à porta do BNDES, mas não conseguiu o valor desejado. Segue, porém, em busca de alternativas.

 

Foto: Divulgação.

Concessionária digital Fiat chega a Campinas

São Paulo – O Grupo Tempo inaugurou em Campinas, SP, sua primeira concessionária digital Fiat, uma revenda sem vendedores, onde o consumidor pode escolher, nas bancadas digitais, qual o modelo, versão e acessórios que deseja. A nova unidade faz parte do projeto Digital Car Dealers, que segundo a Fiat busca melhorar a experiência de compra dos consumidores e a forma de fornecer informações sobre cada modelo.

Ford traz, da China, SUV Territory para Brasil e Argentina

São Paulo – Será importado da China, a princípio, o SUV Territory que a Ford começará a vender no Brasil e na Argentina a partir de 2020. O presidente para a América do Sul, Lyle Watters, anunciou o modelo que incrementará o portfólio da companhia na quarta-feira, 7, em São Paulo, trazendo diversas inovações tecnológicas para o consumidor local – algumas já presentes em modelos da concorrência.

 

Apresentado ao público brasileiro no Salão Internacional do Automóvel de São Paulo no ano passado o Territory é um SUV das dimensões do Jeep Compass, que deverá ser seu principal concorrente. Desde o fim do ano passado a engenharia brasileira trabalha em adaptações para tropicalizar o modelo, que, apesar de vir importado, será feito “sob medida para o consumidor do Brasil e da Argentina”.

 

“A primeira aparição pública do Territory será no mês que vem, durante o Rock in Rio, festival de música do qual a Ford é patrocinadora oficial”.

 

Nem Watters nem Rogelio Golfarb, seu vice-presidente de assuntos corporativos, comunicação e estratégia, forneceram muitos pormenores sobre as especificações do Territory, que pode nem ter opção de motorização flex fuel nessa primeira etapa. Golfarb confirmou, porém, que terá um modem integrado que permitirá conexão à internet – além de outras tecnologias, como uma câmara 360 graus com tecnologia que permite visualizar o carro de cima, chamada de olho de pássaro, e o Apple Carplay acessível sem cabos.

 

Próximo passo – A importação do Territory da China, a primeira de um modelo de uma montadora não originária daquele  país, é considerada pela Ford o primeiro passo da introdução do modelo na América do Sul. Embora nenhum executivo confirme a produção no Brasil, ou na Argentina — esta com maior possibilidade –, não está descartada. Não há prazo para isso.

 

Watters afirmou existir grande potencial de crescimento de ambos os mercados, cada um com suas razões. Do Brasil citou a reforma da Previdência, aprovada em segundo turno na Câmara dos Deputados, e a liberação de parcela do FGTS pelo governo, que, na sua opinião, ajudará a movimentar a economia. Do lado argentino lembrou do plano de descontos promovido pelo governo, prorrogado até o fim do mês.

 

O presidente da Ford demonstrou satisfação também com a aprovação do acordo de livre-comércio do Mercosul com a União Europeia: “Seu desenho, feito para ser inserido de maneira gradual, permitirá ao Brasil e à Argentina mudarem sua relação com o mundo, mas demandará intenso trabalho para elevar a competitividade”.

 

Foto: Divulgação.

Cronos HGT é a novidade da Fiat para a linha 2020

São Paulo – A Fiat lançou na terça-feira, 6, a linha 2020 do Cronos, que tem como grande novidade a versão HGT 1.8 AT, a opção mais completa do modelo. Segundo a companhia essa versão atenderá a uma parcela de consumidores que busca um carro com conforto para família, mas com visual esportivo.

 

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A linha 2020 também tem duas novas cores: Vermelho Montecarlo e Cinza Silverstone. Todas as versões do Cronos ganharam mais equipamentos de série. Até julho foram licenciadas 12 mil 383 unidades do modelo, que é o trigésimo-primeiro carro mais vendido no País.

 

Veja abaixo o preço de cada versão do Cronos 2020:

 

Cronos 1.3 – R$ 58 mil 990.
Cronos Drive 1.3 MT – R$ 61 mil 990
Cronos Drive 1.3 GSR – R$ 66 mil 690
Cronos Drive 1.8 AT – R$ 69 mil 990
Cronos Precision 1.8 AT – R$ 75 mil 490
Cronos HGT 1.8 AT6 – R$ 78 mil 490

 

Fotos: Divulgação.

Linha 2020 do Honda Civic tem nova versão de entrada

São Paulo –  A principal novidade da linha 2020 do Honda Civic, apresentada na quarta-feira, 7, é a nova versão de entrada LX, destinada a consumidores que buscam um sedã médio com melhor custo-benefício. Segundo Ariel Mógor, supervisor de produto, a intenção é diversificar o perfil de consumidor do sedã, ajudando a alcançar os resultados esperados de venda.

 

A Honda aposentou também o câmbio manual, ainda oferecido na versão Sport – que, na linha 2020, ganhou transmissão automática CVT. A empresa alega que o consumidor não se interessa pela transmissão manual, que tinha pouca demanda.

 

As mudanças visuais foram tímidas: o Civic 2020 teve redesenhados seus para-choques, ganhou novas rodas de liga leve aro 17 de série em todas as versões e suas colunas receberam acabamento black piano nas configurações mais caras. Internamente os bancos de todas as versões têm novas opções de revestimento e o painel e a lateral das portas passaram por alterações. Como de praxe, o nível das mudanças varia de uma configuração para a outra.

 

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Com exceção da versão Sport, que tem novo câmbio CVT, as outras mantêm o conjunto mecânico na comparação com a linha 2019: da LX até a EXL o motor é o 2.0 aspirado de 155 cv e transmissão automática CVT. A versão topo de linha, a Touring, manteve o motor 1.5 turbo a gasolina de 173 cv, com o mesmo câmbio automático.

 

Até julho a Honda vendeu 15 mil 986 unidades da linha 2019 do Civic, que é o segundo sedã médio mais vendido no Brasil, atrás do seu principal concorrente, o Toyota Corolla – que teve mais do que o dobro de licenciamentos no período: 32 mil 19 unidades emplacadas.

 

Confira o preço de cada versão e os novos itens de série da linha 2020:

 

Civic LX, R$ 97,9 mil: oferece ar-condicionado digital, freio de estacionamento eletrônico, controle de velocidade de cruzeiro, rodas de 17 polegadas, câmara de ré, controles de tração e estabilidade, seis airbags e sistema de monitoramento de pressão dos pneus.

 

Civic Sport, R$ 104,1 mil: ganhou central multimídia com tela de 7 polegadas, conexões Android Auto e Apple CarPlay e sensores de luz.

 

Civic EX, R$ 107,6 mil: segue o padrão de equipamentos da Sport com retrovisor interno fotocrômico, bancos de couro e sistema de som dotado de oito alto-falantes.

 

Civic EXL, R$ 112,6 mil: ganhou sensor de chuva, acesso e partida por chave presencial, ar-condicionado com duas zonas de temperatura e saída para os bancos traseiros.

 

Civic Touring, R$ 134,9 mil: ganhou som com dez alto-falantes, banco do motorista com ajustes elétricos e carregador de celular por indução.

 

Foto: Divulgação.

Fenabrave engrossa o discurso contra as vendas diretas

São Paulo – A Fenabrave decidiu escancarar o seu desconforto com as vendas diretas e aproveitou os holofotes do seu congresso, para o qual reuniu na terça-feira, 6, 1,5 mil representantes de concessionárias no Transamerica Expo Center em São Paulo, SP, para deixar claro que algo precisa ser feito para reduzir o ímpeto das montadoras nessa modalidade comercial. O tom conciliador do discurso da entidade adotado durante meses deu lugar ao do incômodo.

 

“Somos contra a diferenciação de preço praticado pelas montadoras. Falta isonomia, é isso que nos incomoda. Essa injusta diferença deve ser combatida. Sem isonomia, a rentabilidade das concessionárias fica comprometida e afeta os consumidores”, disse o presidente Alarico Assumpção Júnior. “Não somos contra as vendas diretas, mas é preciso olhar mais para como elas estão sendo feitas. Estamos pagando mais e outras empresas menos.”

 

Nos últimos anos a modalidade de vendas direta tem aumentado sua participação, tomando espaço das vendas ao varejo. No pós-crise as montadoras observaram oportunidades de negócios – e de sustentação das linhas de produção – com empresas frotistas. Com isso a fatia das vendas diretas aumentou de 30% para 45% nos últimos três anos, reduzindo, assim, a participação das vendas via rede, que até julho representaram 55% das vendas totais.

 

Com a ofensiva comercial das montadoras a Fenabrave passou a dialogar com elas no sentido de equalizar os números e manter o negócio rentável. Vindo de uma época de crise e redução do número de lojas, o que se viu foi um setor conformado com a necessidade de mudança – era preciso adotar um novo modelo, mais enxuto, digital e baseado na oferta de serviços, diante de um quadro que, para as montadoras, veio para ficar.

 

No entanto o desconforto foi ganhando proporção à medida que o porcentual das vendas diretas só ganhava campo sobre as vendas no varejo, apesar do diálogo estabelecido. Em julho surgiu um primeiro indício de rusga com a situação: o agravamento da crise argentina levou as montadoras a recorrerem às vendas diretas para escoar dos estoques o volume que iria para o mercado externo.

 

A manobra comercial foi considerada pela Fenabrave como insalubre ao seu principal negócio. “Por causa da crise na Argentina houve uma oferta maior das montadoras no mercado doméstico. Os frotistas e as locadoras observaram oportunidade de negócio e houve esse crescimento, que não é saudável. Tem que ter um equilíbrio maior”, disse o presidente da entidade em julho.

 

O Congresso Fenabrave ocorreu, curiosamente, no mesmo dia em que a Anfavea divulgou o seu balanço mensal. O raro conflito de agendas, entretanto, não tornou inviável a presença de representantes das montadoras: Carlos Zarlenga, presidente da General Motors, por exemplo, se reuniu com o pessoal da Abrac, a Associação Brasileira de Concessionárias Chevrolet, e falou sobre o crescimento das vendas do compacto Onix no primeiro semestre — 28,6% ante igual período em 2018.

 

Verde e amarela. A Fenabrave também tratou de aproveitar o congresso para demonstrar alinhamento ao atual governo. Se no ano passado o mote do evento foi Resiliência – um termo adotado pelo setor para ilustrar o cenário de adaptação às adversidades e incertezas no campo macroeconômico –, na edição deste ano a associação que representa a rede concessionária optou pelo reforço dos temas nacionais: o mote de 2019, Juntos Movendo o Brasil, remete à agenda e à publicidade da Presidência da República.

 

O presidente Jair Bolsonaro entrou no palco do Transamerica Expo Center pouco antes do hino nacional começar a ser entoado, com erros, por Helder Moreira, um cover do músico estadunidense Elvis Presley. Para que pudesse participar do evento o presidente foi escoltado por um grupo composto por noventa integrantes do Exército, homens e mulheres, que chegaram ao local em dois ônibus rodoviários Irizar e numa van Renault Master.

 

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Bolsonaro falou pouco sobre o negócio automóvel, assim como o prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Disse, contudo, que trabalha para que o “Estado influencie cada vez menos no mercado”, o que agradou aos concessionários presentes — que o aplaudiram. Alarico Assumpção Júnior, da Fenabrave, não hesitou em apresentar ao outro presidente o pleito do setor:

 

“Merecemos um Brasil onde se planta trabalho e se colhe crescimento. Não temos como suportar a maior carga tributária do mundo. Esses altos tributos são desumanos e incoerentes para país que deseja e precisa crescer. Com a aprovação das reformas estamos escrevendo um dos principais capítulos da nossa história e transformando o Brasil em potência”.

 

Ricardo Salles, ministro do Meio Ambiente, também esteve presente e disse estar contente em ter antecipado a campanha publicitária da nova Chevrolet S10: “Fico feliz em apoiar empresas que valorizam o agronegócio”.

 

Foto: Divulgação.

Governadores querem voltar a tributar exportações

São Paulo – Após reunião com governadores e vice-governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, e o do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, afirmaram ao site G1 que há na mesa uma proposta para voltar a tributar toda a produção, incluindo a destinada ao mercado externo.

 

Essa medida acabaria, na prática, com a lei Kandir, que desonera o ICMS das exportações – e alvo de reclamações da indústria com relação ao crédito retido pelos Estados.

Marcopolo celebra seus 70 anos com lucro

Caxias do Sul, RS — Com receita líquida consolidada de R$ 2 bilhões 40 milhões a Marcopolo cresceu 9,9% no primeiro semestre com relação ao mesmo período de 2018. Os destaques da empresa foram o incremento das vendas no mercado interno, em 52,5%, e os resultados obtidos com os programas visando ainda maior produtividade, qualidade e redução de custos de materiais, que proporcionaram aumento da eficiência operacional e do lucro líquido, que atingiu R$ 117,9 milhões, alta de 117,1%.

 

A produção mundial da Marcopolo cresceu 13,2%, para 7 mil 837 unidades contra 6 mil 922 no mesmo período do ano anterior. As atividades nas unidades brasileiras passaram de 6 mil 76 para 6 mil 875 carrocerias, incremento de 13,2%. Os segmentos que mais cresceram foram os de micro-ônibus, 57,2%, e dos veículos Volare, 35,5%. De acordo com José Antônio Valiati, CFO e diretor de relações com investidores, “os resultados reforçam a consistência do processo de recuperação do mercado interno, com aumento de volumes em todos os segmentos de negócio”.

 

Nas exportações o segmento de rodoviários apresentou o melhor desempenho. Mesmo com queda de vendas para a Argentina, mostrou crescimento de 25,5% em volume no semestre. As vendas de urbanos tiveram retração trimestral especialmente em função da forte base estabelecida no primeiro semestre de 2018, quando as vendas para a África foram destaque. A expectativa é de uma recuperação das exportações a partir do fim do terceiro trimestre deste ano, com o segmento de rodoviários mostrando ainda melhores resultados.

 

Homenagens – Na terça-feira, 6, a Marcopolo completou 70 anos de fundação. A data foi festejada durante reunião-almoço na segunda-feira, 5, da CIC, Câmara de Indústria, Comércio e Serviços de Caxias do Sul. O presidente da entidade, Ivanir Gasparin, entregou placa comemorativa para Mauro Bellini, integrante do Comitê de Estratégia da companhia e filho de um dos fundadores, Paulo Bellini. Homenagens também foram prestadas pelas diretorias do Simecs, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico, e o do Simplás, Sindicato de Material Plástico da Região Nordeste do Rio Grande do Sul.

 

Ao agradecer, Mauro Bellini relembrou os números que tornam a Marcopolo a maior fabricante de carrocerias de ônibus da América Latina e uma das maiores no cenário global, com produtos circulando nas estradas de mais de 120 países. Em 2018 a Marcopolo consolidou receita líquida de quase R$ 4,2 bilhões, incremento de 46% sobre o ano anterior. A produção alcançou 16 mil 103 unidades, alta de 48%.

 

No Brasil a empresa tem três plantas em Caxias do Sul, uma em Duque de Caxias, RJ, e outra em São Mateus, ES. No Exterior são onze, localizadas na Argentina, Colômbia e Índia, estas em sociedade com parceiros locais, e na África do Sul, Austrália, China e México com atuação própria.

 

Foto: Julio Soares/Divulgação.