Produção de veículos cresce 8%

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/08/2019

São Paulo – A produção de automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus cresceram 8,4% em julho, comparada com a de mesmo mês do ano passado. Segundo a Anfavea saíram das linhas de montagem 266,4 mil unidades, volume que também superou, em 14,2%, a produção de junho.

 

O presidente Luiz Carlos Moraes destacou o desempenho no acumulado do ano, cuja alta chegou a 3,6% no janeiro a julho com relação aos sete primeiros meses de 2018: “Melhorou um pouquinho com relação ao resultado do primeiro semestre. É um bom resultado, considerando o cenário que encontramos na economia”.

 

Foram produzidos até julho 1 milhão 740 mil veículos. A projeção para o ano é de 3 milhões 140 mil unidades, um avanço de 9% sobre o ano passado.

 

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O ritmo de crescimento da produção, mais lento do que o projetado, pode ser acelerado caso o governo atenda aos pleitos da indústria no sentido de alavancar as exportações – é a queda nas vendas externas que vem prejudicando o desempenho das linhas de produção das montadoras, uma vez que o mercado doméstico segue em trajetória ascendente.

 

Está nas mãos do governo federal um plano de fomento à exportação de veículos com base em elevação do Reintegra, um crédito tributário para a exportação, que resolveria parte da falta de competitividade da indústria nacional com relação aos seus principais concorrentes no jogo internacional. A expectativa dos executivos do setor é a de que o governo sinalize, positivamente, até o fim do mês.

 

A Anfavea trouxe novos números na terça-feira, 6. Uma simulação apontou que a cada R$ 100 milhões em crédito tributário de exportações retidos pelos governos federal e estaduais cerca de R$ 20 milhões são perdidos em operações financeiras e custo de capital: “Perdemos 20% do valor exportado com a retenção de créditos tributários”.

 

Em junho a indústria tinha, no total, R$ 13 bilhões em crédito retido em governos estaduais e federal. Só de ICMS em São Paulo, importante polo exportador, o valor superava os R$ 5 bilhões no mês passado.

 

Foto: Divulgação.