Jeep Renegade soma 700 mil unidades produzidas em Goiana

São Paulo – O Jeep Renegade chegou à marca de 700 mil unidades produzidas na fábrica de Goiana, PE. O SUV foi o primeiro modelo a ser fabricado ali, com a sua primeira geração saindo da linha de produção em março de 2015 e abrindo caminho para outros modelos como Compass e Toro.

Atualmente a fábrica produz a segunda geração do SUV, equipada com motor T270 1.3 turbo flex de 176 cv de potência e câmbio automático de seis marchas. Além de abastecer o Brasil a fábrica de Goiana exporta o Renegade para México, Argentina, Peru, Uruguai, Colômbia, Costa Rica, Panamá, República Dominicana, Guatemala, El Salvador, Paraguai.

Toyota Hiace tem versão furgão por R$ 305 mil

São Paulo – Como prometido pela Toyota no lançamento da Hiace o portfólio passa a ter, também, a configuração furgão junto com a opção minibus. Dedicada ao transporte de carga a Hiace Furgão está à venda por R$ 305 mil, produzida na Argentina, na unidade de Zárate. 

O espaço para carga é de 9,3 m³ com capacidade para transportar até 1 mil 55 quilos, sendo que o acesso ao compartimento é feito pelas portas laterais deslizantes e pela porta traseira. 

A Toyota selecionou empresas transformadoras no Brasil, que passaram por testes junto à matriz no Japão, para atender aos clientes que desejam transformar o furgão em ambulância ou em uma unidade de transporte de carga refrigerada. Dessa forma o trabalho das empresas parceiras tem garantia de três anos e não afeta a de dez anos da Toyota.

Volkswagen Taos mexicano chega no fim do mês por R$ 200 mil

São Paulo – A nova geração do Volkswagen Taos, agora importada do México após o fim da produção na Argentina, começa a ser vendida nas concessionárias na quinta-feira, 22. Um evento nacional, simultâneo em todas as revendas, será organizado para marcar o início das vendas do SUV.

São duas versões: R$ 199 mil 990 a Comfortline e R$ 209 mil 990 a Highline. Na nova geração o Taos recebeu novo design, assinatura de iluminação exclusiva, interior mais refinado e mais tecnologia, segurança e conectividade. O Meu VW 2.0 passa a equipar o modelo.

Mais uma vez a CES demonstra o atraso da indústria automotiva

A CES, Consumer. Eletronic Show, que se tornou o tradicional e um dos mais cobiçados points do futuro da tecnologia, precisa se reciclar. O enredo do maior encontro sobre tecnologias de todos os segmentos de produtos do Ocidente, no caso automotivo, mais parece uma reprise daquela novela que já passou por um remake e insistentemente é exibida na programação da TV aberta. Não dá para negar que muitas tecnologias inovadoras aparecem primeiro por lá, mas no que se relaciona à indústria automotiva grande parte do que é apresentado muitas vezes não chega ao mercado.

A crítica é valida em 2026 porque a indústria ocidental está tomando de lavada dos chineses, que desenvolveram a habilidade de criar, produzir e entregar ao mercado soluções automotivas que levam anos, ou até décadas, para a indústria tradicional transformar em um produto.

Este ano a CES teve como destaque no particular automotivo a demonstração de arquiteturas de veículos definidas a partir dos softwares utilizados no produto final e, também, o que foi dito como uma versão definitiva da tecnologia de direção autônoma que, finalmente, poderá evoluir para algo que seja aplicável nos veículos.

Enquanto sistemistas já consolidados na cadeia automotiva ocidental demonstram na CES imagens ilustrativas e ótimas intenções sobre nova arquitetura baseada em software, que terá dentre outras inovações maior agilidade na manufatura e integração de diversos sistemas do veículo, a novata chinesa Leapmotor apresentou em maio de 2025 todos os itens que comporão a nova geração de sua nova arquitetura para o SUV B10.

Chamada de 3.5 essa nova arquitetura da Leapmotor “privilegia o posicionamento da bateria no chassi para depois distribuir todos os sistemas em posições específicas para facilitar a eficiência da montagem. Desta forma possui alto grau de integração eletrônica, com diferentes sistemas como controle de bateria, motor, ADAS gerenciados em uma só central, dotada de um poderoso chip Snapdragon 8155 da Qualcomm”, conforme descrito por este repórter de AutoData em visita à sede da empresa em Hangzhou, China.

Da mesma forma os sistemas autônomos, que na CES deste ano foi um dos grandes destaques – mas não se sabe ainda se ganharão escala e serão autorizados a equipar os veículos – ganharam manchetes e tomaram a atenção da mídia no mundo todo.

A primeira vez que este repórter teve contato com a tecnologia autônoma foi em 2006, quando tive o privilégio de conhecer um dos primeiros protótipos de veículo autônomo do mundo. Foi no Congresso Internacional SAE, em Detroit, MI, em que exibiram um Jeep Cherokee praticamente desconfigurado pela equipe de engenheiros da Universidade de Michigan. Não dava para ver a carroceria, que recebeu um aparato monstruoso de fios, sensores, baterias e processadores que ocuparam todo o espaço no teto, nas laterais, na frente e atrás. Aquele Jeep ali, estacionado em um estande do Cobo Hall, demonstrava o desenvolvimento de algo que vinte anos depois ainda não concebeu um produto definitivo, suficientemente seguro e eficiente capaz de ganhar as ruas do mundo.

Mais um exemplo de como a indústria tradicional demonstra intenções que não dão em nada – com algumas boas exceções, é claro – se deu na mesma CES de 2019. Um dos grandes destaques daquele ano foi o e-Vtol da Hyundai, de codinome PAV AS-1: exibido em sua versão praticamente definitiva a fabricante coreana anunciava uma parceria com a Uber para que aquele modelo totalmente elétrico e revolucionário começasse a transportar as pessoas de Dallas, TX, em 2023.

Ainda na CES de 2019, em contrapartida, a Ford apresentou o Mustang Mach-E, este sim uma versão final do crossover 100% elétrico que chegou ao mercado e realmente é um produto interessante, fruto de inovação por parte da tradicional fabricante estadunidense.

Assim como o atraso na mentalidade das empresas ocidentais e suas estratégias de desenvolvimento de produtos e tecnologias, este artigo opinativo, contudo, nem é original. Lá em 2019 este tema foi abordado com bastante propriedade em reportagem da revista AutoData na sua edição 363.

Mas é importante continuar levantando a questão: quanto dinheiro investido em projetos que foram apresentados em salões do automóvel ou feiras de tecnologia, como a CES, não deram em nada? E quando a indústria ocidental vai se render e replicar a eficiência, velocidade e objetividade da indústria chinesa?

GWM assina acordo com Espírito Santo para sua segunda fábrica

São Paulo – Ao inaugurar sua fábrica de Iracemápolis, SP, em agosto, a GWM já tinha em mente a construção de uma segunda unidade, conforme publicou a Agência AutoData na ocasião. Um passo importante foi dado com a assinatura, na quarta-feira, 14, de termo de compromisso com o governo do Espírito Santo para que seja lá.

Segundo o governo capixaba o documento foi assinado pelo vice-governador, Ricardo Ferraço, e pelo fundador Jack Wei, na China. As negociações foram iniciadas em 2023 e as vantagens logísticas, destacou o governo, foram decisivas: no ano passado mais de 45 mil veículos foram desembarcados pelos portos do Espírito Santo e, a partir daí, distribuídos para todo o País.

Local, investimento e outros pormenores ainda estão para serem anunciados.

Abraciclo acredita em mais um ano de crescimento para o setor de duas rodas

São Paulo – Depois de bater na trave em 2025 a Abraciclo acredita que será este ano em que a produção de motocicletas no Polo Industrial de Manaus, AM, superará as 2 milhões de unidades. As projeções divulgadas na quinta-feira, 15, indicam que serão fabricadas 2 milhões 70 mil motocicletas, crescimento de 4,5% sobre o resultado do ano passado.

Segundo o presidente Marcos Bento o setor trabalha muito próximo do limite de capacidade e as empresas associadas seguem investindo para elevar o volume de produção nos próximos anos.

Para o varejo a expectativa é de chegar a 2,3 milhões de motocicletas emplacadas, superando em 4,6% o recorde conquistado em 2025, que foi de 2,2 milhões de unidades. 

Bento disse que mesmo com as projeções positivas para produção e vendas 2026 será marcado por grandes desafios para o setor de duas rodas:

“O ano será muito desafiador para indústria e comércio em geral, pois teremos muitos feriados em 2026, junto com a Copa do Mundo de Futebol e as eleições nacionais. Além disto o nosso setor de duas rodas tem que continuar de olho no nível dos rios da Amazônia, que em caso de forte seca pode afetar a logística de escoamento da produção”.

Por outro lado também existem oportunidades interessantes, como a continuidade da demanda aquecida de 2025, uma vez que os brasileiros usam cada vez mais a motocicleta como ferramenta de trabalho e como meio de transporte individual com baixo custo de aquisição e manutenção na comparação com os automóveis:

“Com relação à taxa Selic também esperamos um recuo ao longo do ano de 1 ou 2 pontos porcentuais, mas o patamar continuará alto. Desta forma os consórcios podem seguir como uma boa alternativa, pois em 2025 representaram cerca de 30% do total vendido ao longo do ano, conquistando porcentual até maior em alguns meses”.

No caso das exportações a expectativa é de mais um ano de crescimento, com avanço de 4,4% sobre 2025, mas embarcando volumes distantes do ideal, chegando a 45 mil unidades exportadas até dezembro.

Produção de chassis de ônibus avança 2% em 2025 

São Paulo – Ajudadas pela demanda do programa do governo federal Caminho da Escola as montadoras produziram no ano passado 28,2 mil chassis de ônibus, volume 1,6% acima do registrado em 2024, 27,7 mil unidades. Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 15.

O Caminho da Escola, a propósito, continuará gerando demanda para as fabricantes este ano: é estimado pela entidade volume de 1 mil unidades em 2026. O único senão, até o momento, é que o novo edital do FNDE, Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação, vinculado ao MEC, Ministério da Educação, previsto para o dia 19 de dezembro, foi suspenso, por ora sem previsão de retomada.

Em dezembro saíram das linhas de produção 701 produtos, brusca redução de 58,6% sobre o mesmo mês do ano anterior, que contou com 1 mil chassis a mais, 1,7 mil. Em comparação com novembro o tombo foi de 47,1%, quando 1,3 mil unidades foram produzidas.

Quanto aos emplacamentos foram, em 2025, 24 mil ônibus, avanço de 6,8% em comparação ao ano anterior, quando as vendas chegaram a 22,4 mil unidades. No mês passado foram emplacados 2 mil ônibus, 6,3% abaixo de dezembro de 2024, 2,2 mil unidades. Frente a novembro o recuo foi de 5,1%.

Para 2026 a Anfavea divulga a projeção de pesados unindo caminhões e ônibus, para o qual é esperada estabilidade na produção, com leve alta de 1,4% ou 154 mil unidades. Para os emplacamentos é esperada retração de 0,5%, para 136 mil unidades.

Como é ano eleitoral nos últimos três meses o poder público cessa as licitações de compra de ônibus e, portanto, a expectativa da Anfavea é de um 2026 bastante conservador e com movimento parecido com o de 2025.

Produção de motocicletas encosta nas 2 milhões de unidades

São Paulo – Conforme projetado pela Abraciclo a produção de motocicletas, em 2025, não chegou às 2 milhões de unidades, mas bateu na trave: saíram do Polo Industrial de Manaus, AM, 1 milhão 980 mil motocicletas, 13,3% acima do volume de 2024. Foi o terceiro melhor resultado da história e o melhor desde 2011.

“O desempenho do setor reflete a demanda aquecida por veículos de duas rodas, impulsionada principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional”, disse o presidente Marcos Bento. O bom ritmo foi reforçado pelo recorde anual de vendas conquistado em 2025, com 2,2 milhões de motocicletas emplacadas, volume 17,1% maior do que o de 2024.

Em 2025 as exportações somaram 43,1 mil unidades, volume que não foi muito alto mas, ainda assim, foi 39,1% maior do que o exportado ao longo de 2024. 

A cada ano que passa as motocicletas nacionais encontram cada vez mais dificuldades para avançar na América do Sul, principal mercado de exportação, por causa dos produtos asiáticos que chegam com preços menores e emitem mais poluentes na comparação com as motocicletas fabricadas no País.

Importação de veículos registra o maior patamar em dez anos

São Paulo – As importações representaram, em 2025, 18,5% do total dos emplacamentos do mercado brasileiro. Das 2 milhões 690 mil unidades comercializadas em todo o mercado, 2,1% acima do volume do ano anterior, 497,8 mil foram produzidas fora do País, um avanço de 6,7%.

O que mais chamou a atenção do presidente da Anfavea, Igor Calvet, foi o crescimento de carros importados de países com os quais o Brasil não mantém acordo comercial bilateral: foram 50,2% do total no ano passado, superando pela primeira vez em muitos anos o volume anual de importações de mercados onde há intercâmbio comercial estabelecido. Em 2024 o porcentual foi 38,4%.

“É o maior volume de importação em dez anos e a curva segue ascendente desde 2020, acentuando na virada de 2022 para 2023”, disse Calvet. “As importações de fora do Mercosul e do México já são maioria. Só da China foi 37,7% do total.”

No ano passado vieram da China 187,3 mil veículos, 55,6% acima do volume de 2024. O país só foi superado pela Argentina, tradicional parceiro comercial do Brasil, que enviou 200,3 mi, unidades, recuo de 10,8%.

Com a nacionalização da produção, ainda que neste início em CKD e SKD, de BYD e GWM, que já estão em operação, a tendência é que este crescimento pare ou até mesmo seja interrompido. Calvet destacou, também, que a balança comercial seguiu superavitária, pois o Brasil exportou quase 30 mil unidades a mais do que importou no ano passado.

Move Brasil vem estancar a queda da indústria de caminhões, avalia Anfavea

São Paulo – A indústria de caminhões registrou sua maior queda ao longo do ano passado, com a produção de 124,1 mil unidades, 12,1% abaixo das 141,3 mil unidades de 2024. Em dezembro foram fabricados 5,7 mil, tombo de 46,4% frente ao mesmo mês do último ano, quando 10,7 mil unidades saíram das linhas de montagem, e de 40,4% em comparação às 9,6 mil de novembro. Os dados foram divulgados pela Anfavea na quinta-feira, 15.

Diante deste cenário, causado pela persistente alta dos juros, o governo federal anunciou, em dezembro, o programa de socorro Move Brasil, que começou a vigorar no início de 2026, com recursos de R$ 10 bilhões do  BNDES e do Tesouro oferecidos por meio dos bancos comerciais a autônomos e frotistas, com juros subsidiados, carência de seis meses e prazo de até cinco anos para pagar. 

O único senão é a sua duração, limitada a seis meses. O presidente da Anfavea, Igor Calvet, foi categórico ao avaliar que se se trata de algo que veio para inibir queda maior neste segmento, mas não o suficiente para fazer com que ele volte a crescer: 

“É uma medida desfibrilatória para o mercado de caminhões. Estancando a queda está de bom tamanho. Ainda estamos avaliando o impacto em termos de volume de vendas, uma vez que o programa começou há quinze dias e tem data limite para solicitação do crédito, de até R$ 50 milhões por beneficiário, 25 de maio, pois foi criado por medida provisória que expira nesta data.”

Calvet acredita que em abril a Anfavea terá um balanço capaz de analisar melhor os impactos da iniciativa: “É importante dizer que o governo acertou no programa e a Anfavea aplaudiu, ainda que seja uma renovação da frota parcial”.

O principal benefício, a seu ver, está na manutenção dos empregos, ao citar que a massa de trabalhadores do setor automotivo foi acrescida em 2,5 mil postos em 2025, ao passo que, nas montadoras de caminhões, houve redução de 740 posições.  

Calvet acredita que diante dos juros de 11,8% a 13,9% do Move Brasil, a depender de se haverá a reciclagem de veículo mais antigo, deverá estimular a antecipação de compras daqueles que a estavam postergando, com a necessidade do veículo mas sem efetuá-la por causa dos juros, na ponta, a partir de 18%.

“Conversando com concessionários, como o ramo mais afetado foi o de extrapesados, que representa 45% deste mercado, e o que mais retraiu em vendas em 2025, sendo o campeão às avessas, com queda de 20,5%, acredito que este tipo de veículo deverá gerar maior demanda.”

Foram vendidos ao longo do ano passado 113,5 mil caminhões, 9,2% ou 11,4 mil a menos do que no acumulado de 2024, que somou 124,9 mil. Em dezembro a venda de 9,8 mil unidades demonstra redução de 14% sobre o mesmo mês em 2024, mas, com relação a novembro, tem-se alta de 10,5%.

Agro deverá continuar sofrendo revezes em 2026

Para 2026 a Anfavea divulga a projeção de pesados unindo caminhões e ônibus, para o qual é esperada estabilidade na produção, com leve alta de 1,4% e 154 mil unidades. Para os emplacamentos é esperada retração de 0,5%, com 136 mil unidades.

“O ciclo de queda da taxa de juros, hoje em 15% ao ano, deverá começar só no primeiro trimestre, e embora a perspectiva seja a de que termine o ano aos 12,25% o impacto na ponta leva de seis a nove meses para ser sentido. Além disto, por causa de efeitos climáticos como o La Niña e pela queda nos preços das commodities, o agro deverá ter safra menor este ano.”