Venda de máquinas cresce 64%

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/02/2019

São Paulo – As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias, em janeiro, somaram 2 mil 636 unidades, crescimento de 64,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, segundo números divulgados pela Anfavea na quarta-feira, 6.

 

O presidente Antonio Megale contou que esse segmento começou o ano bem e que a projeção é seguir assim nos próximos meses: “Investimentos em infraestrutura estão começando a surgir no mercado e isso deve ajudar na expansão, assim como o bom preço das commodities”.

 

Na comparação com dezembro a queda foi de 40,1%, o que já era esperado pelo mercado.

 

Mesmo com projeção de alta para o ano existe a preocupação com o Moderfrota, linha de crédito oferecida para o segmento, pois 64% dos R$ 9 bilhões que foram oferecidos para o programa no período 2018/2019 já foram usados. Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea, admitiu que pode faltar dinheiro para financiar as compras dos produtores até o fim de junho.

 

“Já fizemos uma reunião com o governo para que seja feito um remanejamento do valor destinado a outros programas para o Moderfrota, com o intuito de não faltar dinheiro para os financiamentos no segundo trimestre do ano. O governo, porém, sinalizou que busca reduzir seus gastos e algumas linhas de créditos já estão esgotadas, o que dificultará esse remanejo, que pode não acontecer. De todo modo, esperamos que seja possível aumentar um pouco o valor do Moderfrota.”

 

A produção alcançou 2 mil 819 máquinas em janeiro, queda de 49,2% na comparação com dezembro. Segundo Megale essa retração foi causada por ajuste na produção para o começo do ano e não preocupa, pois houve crescimento de 3,5% na comparação com janeiro do ano passado, assim como na comparação com 2016 e 2017 -- o que indica que mesmo com volume considerado baixo o setor cresceu.

 

As exportações somaram 693 máquinas, queda de 21,6% na comparação com dezembro e de 10,6% ante igual período do ano passado. O presidente disse que a retração foi causada pela Argentina, que é o principal parceiro comercial do Brasil e que segue em crise.

 

Foto: Divulgação.