São Paulo – A Moto Honda divulgou que adotará a tecnologia flex, amplamente difundida no Brasil, no mercado indiano. Na terça-feira, 13, ao divulgar seus planos globais de descarbonização a companhia informou que na Índia, um dos principais mercados de motocicleta do mundo, modelos E20, com até 20% de etanol misturado à gasolina, começarão a ser vendidos a partir de 2023. A ideia é que, em 2025, comecem a rodar motocicletas E100 naquele mercado.
Adotar motores mais eficientes de combustão interna, com mistura de biocombustíveis, foi a solução encontrada pela Moto Honda para o Brasil e a Índia – ao menos até agora somente estes dois serão contemplados com a tecnologia flex. Na Ásia e na Europa a regra é a eletrificação. Por isto a companhia pretende lançar dez motocicletas elétricas até 2025, para uso urbano e lazer.
Para as de uso pessoal uma solução encontrada para baratear o custo e a operação é a substituição de baterias. Para evitar que o motorista fique parado esperando a recarga ele chegará em estações de troca para deixar a sua bateria carregando e pegar uma carregada, seguindo seu trabalho. Está nos planos, inclusive, o desenvolvimento de baterias padronizadas para que sejam intercambiáveis com as de outras marcas.
O objetivo da Honda é alcançar 1 milhão de unidades elétricas vendidas anualmente dentro de cinco anos e 3,5 milhões de unidades, ou 15% do seu volume total, a partir de 2030.