Exportações de veículos refletem em recorde da balança comercial de 2017

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CompartilheComércio Exterior
03/01/2018

A balança comercial de 2017 fechou o ano com saldo de US$ 67 bilhões, o maior resultado desde o início da série histórica do País, iniciada em 1989. Ainda que a marca tenha sido atingida por meio das exportações de produtos primários ligados ao agronegócio, o setor industrial, principalmente fabricantes de veículos e peças, teve participação relevante no computo final dos dados. Também pudera – nunca se exportou tantos veículos made in Brazil como no ano passado.

 

Segundo dados do MDIC, o Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, as exportações totalizaram US$ 217,7 bilhões em 2017, com alta de 18,5% sobre 2016 pela média diária, o primeiro crescimento após cinco anos. A alta do ano passado, no entanto, foi insuficiente para retomar o recorde de exportações registrado em 2011, quando somaram US$ 256 bilhões.

 

Do total exportado no ano passado, US$ 6 bilhões 669 milhões 802 mil foram gerados a partir dos embarques de veículos de passageiros. A receita supera em 42% a obtida em 2016, e o produto foi o quinto principal em termos de receitas, sendo responsável por uma fatia de 3% da balança. Partes e peças de veículos trouxeram aos cofres do País US$ 2 bilhões 144 milhões 382 mil, alta de 15,5% ante 2016.

 

As exportações de motores brasileiros responderam por US$ 1 bilhão 772 milhões 222 mil 440 no valor total gerado com o comércio exterior, 10,6% mais que no acumulado de 2016. Alta também na receita conseguida com a venda de chassis: US$ 1 bilhão 73 milhões 613 mil 345, expansão de 18,4%. Os embarques de ônibus renderam US$ 282 milhões 474 mil 191, crescimento de 21,3%.

 

Importações – O reaquecimento da economia também fez as importações subirem no ano passado. As compras do exterior somaram US$ 150,7 bilhões em 2017, com alta de 10,5% sobre 2016 pela média diária, o primeiro crescimento após três anos. As importações de combustíveis e lubrificantes aumentaram 42,8%. As compras de bens intermediários e de consumo subiram 11,2% e 7,9%, respectivamente. Somente as importações de bens de capital (máquinas e equipamentos usados na produção) caíram 11,4% em 2017.

 

O ministro do MDIC disse que os dados apontam para a retomada do crescimento da economia brasileira: “Em 2016, as exportações tinham caído 3,5% e as importações tinham caído 20%. No ano passado, houve uma diferença brutal, com crescimento das exportações e também das importações. Os economistas leem esses dados como sinal da recuperação da economia”.

 

Foto: Divulgação.