Mercedes-Benz vê risco de faltar peças. FCA não.

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05/03/2018

O alerta é do diretor de compras da Mercedes-Benz, Erodes Berbetz: poderá haver um gargalo no fornecimento de peças caso a venda de veículos comerciais cresça acima dos 30% previstos para este ano. Segundo ele, a importação de componentes pode ser um recurso pontual para suportar esse aumento de volume:

 

“Alguns fornecedores, e não são todos, estão trabalhando dentro de uma margem para atender apenas essa demanda de aumento da produção de 30%. Mas temos, dentro da empresa, a filosofia de permanecer bem próximos dos fornecedores. Assim, conseguimos antever esses movimentos”, afirmou o executivo durante painel As Novas Tendências das Compras Automotivas, parte do Seminário AutoData Megatendências do Setor Automotivo – Os desafios de 2018 Com ou Sem o Rota 2030, realizado na segunda-feira, 5, em São Paulo, Capital.

 

Já o diretor de compras da FCA, Antonio Filosa, que dividiu o painel com seu colega da M-B, não vê esse risco: “Os nossos fornecedores já estão preparados para o crescimento do mercado. De qualquer forma, se por acaso notarmos que há algum risco de desabastecimento, podemos ajudá-los a acelerar algum tipo de investimento produtivo”.

 

O executivo, porém, está deixando o cargo na área de compras da FCA, no qual será substituído por Luís Santamaria. Isso porque Filosa já acumulava o posto com a diretoria geral da companhia na Argentina e agora assumirá também a responsabilidade pelas marcas Alfa Romeo e Maserati na América Latina.

 

Filosa destacou que, a exemplo da M-B, a FCA mantém monitoramento e relacionamento constantes com os fornecedores. Há na empresa dois programas que visam melhoria da competitividade dos parceiros e, consequentemente, da própria companhia: o Value Optimization Product Center, VOP, e o Suppleir Integration Management, SIM.

 

“Nossa meta é expandir esses programas para mais fornecedores e outros pólos automotivos da companhia. Queremos levar o que há de bom nesses modelos para toda a região”, revelou o executivo, acrescentando que em Goiana, PE, no Pólo Automotivo Jeep, 88 fornecedores já participam do VOP.

 

Na Mercedes-Benz a prática é semelhante, segundo Berbetz: a montadora acompanha de perto a saúde financeira e a gestão dos parceiros. “É um trabalho primordial.”

 

Foto: Allex Chies