Volkswagen T-Cross tira funcionários de lay-off no Paraná

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SÃO JOSÉ DOS PINHAIS, PR – A Volkswagen anunciou na terça-feira, 3, a produção do modelo T-Cross, um SUV, na fábrica de São José dos Pinhais, PR, com início programado para o primeiro semestre do ano que vem. Será instalada nova linha na mesma área onde, hoje, são manufaturados os modelos VW Fox e Golf e os Audi A3 Sedan e Q3.

 

A produção consumirá pelo menos R$ 2 bilhões dos R$ 7 bilhões anunciados pela companhia para o País até 2020, aporte que abrange vinte lançamentos na América do Sul, sendo cinco deles SUVs. Em março a empresa apresentou o primeiro deles, o Tiguan de sete lugares importado do México. O T-Cross é o segundo desta leva de novos modelos na categoria e o primeiro da companhia produzido localmente. A fábrica do Paraná está parada há duas semanas e ficará assim até o fim de abril para que sejam feitas as primeiras modificações na configuração da nova linha.

 

Do aporte total R$ 600 milhões serão aplicados no desenvolvimento do veículo e R$ 1,4 bilhão para a ampliação da fábrica para receber a nova linha, que será montada para produzir apenas modelos baseados no chassi MQB – o mesmo utilizado pelos modelos Polo e Virtus fabricados em São Bernardo do Campo, SP. Haverá ampliação nas áreas de estamparia, pintura e montagem final. Serão instalados 239 novos robôs para realizar processos de solda.

 

Segundo Pablo Di Si, presidente da Volkswagen na América Latina, será mantida a produção dos demais veículos em Pinhais: “Será uma linha nova para os que levam o chassi MQB e a outra segue como está”.

 

De acordo com ele o Golf, que também utiliza a plataforma modular mas é montado na mesma linha que o Fox, utiliza uma versão distinta do chassi: “É uma plataforma por meio da qual podemos fazer diferentes modelos, mas ainda assim possui suas versões e variações”.

 

QUADRO – Com a  chegada do SUV haverá complemento do quadro para que a fábrica passe a operar com um turno completo com a volta de funcionários que estavam em lay-off: em março retornaram ao trabalho 450 deles, afastados em função da baixa demanda. Até o fim do ano outros 321 serão reincorporados.

 

A produção do novo SUV no Paraná, e a volta dos funcionários do lay-off, foram assunto de discussão que culminou em acordo com o sindicato local. Di Si disse que as negociações foram difíceis e envolveram garantias de emprego no médio-prazo de forma a manter a produção em Pinhais, o que foi determinante para localizar a produção do novo modelo.

 

No passado a falta de acerto das partes provocou a maior greve vista em empresa instalada no Estado. Divergências sobre PLR, a participação nos lucros, e sobre o reajuste salarial, pararam a produção por 37 dias em 2011. Sérgio Butka, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba e Região, disse que o anúncio de investimento na fábrica de São José dos Pinhais “representa um alívio aos trabalhadores da região e um incentivo para melhorar a competitividade da indústria no Estado”.

 

Foto: Divulgação.