MDIC divulga cotas de importação de veículos do México

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CompartilheComércio Exterior
11/05/2018

O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, MDIC, publicou na quinta-feira, 10, a portaria que distribui as cotas de importação automotivas relativas ao acordo comercial bilateral que o Brasil tem com o México. O texto está no Diário Oficial da União na sexta-feira, 11.

 

Pelo acordado o país da América do Norte distribui para as montadoras locais 70% do valor anual – US$ 1,7 bilhão de 19 de março de 2018 a 18 de março de 2019 –, enquanto o Brasil divide os outros 30%. A fatia que cabe ao governo brasileiro soma, no período, US$ 511,3 milhões.

 

Para fazer essa divisão, o governo brasileiro adotou algumas diretrizes, como a média de compra de veículos pelas montadoras locais no México nos últimos cinco anos e a média de licenciamentos destes mesmos veículos no mercado brasileiro em igual período. Deixou ainda uma reserva, de 10% do valor, para ser redistribuída mais à frente, conforme eventual necessidade.

 

A General Motors ficou com a maior cota no período: US$ 87,4 milhões. A FCA tem direito a importar, sem cobrança de imposto de importação, US$ 78,2 milhões, a Volkswagen ganhou US$ 74,9 milhões, a Nissan ficou com US$ 69,4 milhões e a Ford US$ 68,3 milhões. Ainda têm direito a cotas a Honda, US$ 42,1 milhões, Mercedes-Benz, US$ 13,8 milhões, BMW, US$ 13,1 milhões, e a Audi, US$ 13 milhões.

 

A Agência AutoData levantou alguns modelos importados do México pelas montadoras contempladas pelas cotas: Chevrolet Equinox e Tracker, Fiat Ducato, RAM 2500, Volkswagen Tiguan Allspace, Ford Fusion e New Fiesta Sedan, Nissan Sentra e Frontier e Audi Q5. A BMW informou que não importa nenhum modelo do México, embora tenha recebido cota.

 

Uma fonte ligada à indústria afirmou à reportagem que no ano passado a cota total – somadas as divisões do governo brasileiro e mexicano – foi suficiente para garantir importações das montadoras brasileiras sem o imposto de importação. Ela acredita que este ano, mais uma vez, os valores estão em bom tamanho.

 

Colaborou André Barros

 

Fotos: Divulgação.