Lifan quer mais concessionárias

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19/06/2018

Campos do Jordão, SP - A retomada do mercado e a chegada do SUV X80 deverão puxar o crescimento da rede de concessionárias da Lifan. Durante o lançamento do modelo, na segunda-feira, 18, o diretor de marketing Luiz Zanini disse que dos 46 pontos de vendas, 25 são mais ativos no mercado, com maior participação, mas há planos para aumentar.

 

“Já temos interessados em abrir novas concessionárias Lifan e, com o lançamento do X80, a procura aumentou. Estamos estudando quem serão os parceiros para inaugurar novos pontos de vendas, mas não sabemos, ainda, quantos serão”.

 

Com o primeiro SUV chinês de sete lugares no mercado brasileiro a empresa quer mudar sua fama no País. Atualmente é totalmente ligada ao X60, SUV compacto que tem como principal atrativo o custo-benefício na comparação com seus concorrentes, observou o presidente Johhny Fang: “Com o X80 queremos atrelar nossa marca a um produto mais luxuoso, elevando o patamar da Lifan no Brasil. Mas sabemos as dificuldades que teremos”.

 

Um dos passos para tentar alcançar os planos da empresa foi o treinamento dos vendedores e do pós-vendas de todas as revendas para a comercialização do X80, lembrou Zanini: "Fizemos um treinamento técnico em todos os pontos de vendas e nossos concessionários estão preparados para vender o novo modelo".

 

O novo SUV X80 já chegou às concessionárias, as vendas começam nesta semana e o aumento do portfólio faz com que a empresa projete a expansão das vendas, sem revelar números, mas afirmando que a expectativa é de crescimento moderado.

 

Esperando crescer no ano a Lifan acredita que o mercado ficará ainda mais aquecido após as eleições: "Independentemente de quem for eleito, esperamos que uma boa proposta econômica seja apresentada para o País, afastando a instabilidade e movimentando ainda mais o mercado".

 

Rota 2030 – Fang se mostrou preocupado com a indefinição por parte do governo com relação ao Rota 2030, o programa que estabelecerá as diretrizes para o setor automotivo nacional nos próximos anos.

 

"Sem a definição desse programa automotivo, é impossível tomar decisões mais importantes: manter nossa fábrica no Uruguai ou iniciar uma produção no País? Por isso esperamos que o Rota 2030 seja aprovado o quanto antes para sabermos como será o futuro da indústria".

 

O presidente também afirmou que, mesmo sem o Rota 2030, o plano da Lifan é seguir vendendo veículos no Brasil. Uma definição do governo, porém, ajudará a iniciar possíveis novos projetos.

 

Fotos: Divulgação.