Recado aos fornecedores: é hora de contratar.

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CompartilheSeminário AutoData
25/06/2018

São Paulo – Os fornecedores de peças e componentes para veículos comerciais devem contratar mais trabalhadores, abrir novos turnos, ou expandir capacidade produtiva para atender à atual demanda do mercado. Em painel que fechou o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2018, na segunda-feira, 25, no World Trade Center, em São Paulo, executivos da indústria relataram que gargalos na cadeia limitam a expansão da produção.

 

Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da MAN Latin America, “já passou da hora [de os fornecedores ampliarem a produção]. O pior momento passou e os fornecedores não estão reagindo. É preciso contratar para se adequar ao mercado que vem em 2019 e, em alguns casos, até para atender à demanda atual”.

 

Impulsionada pelo desempenho na última Fenatran, a Volvo aumentou o segundo turno, contratou trezentos funcionários em fevereiro e começou a receber pedidos, de acordo com seu responsável por vendas de caminhões, Alcides Cavalcanti. Mas a produção está limitada por causa de fornecedores que não entregam peças: “O mercado existe e está com procura maior do que as montadoras conseguem atender”.

 

O diretor para operações de caminhões da Ford, João Pimentel, fez coro a seus colegas de setor: “Perdemos produção durante a greve dos caminhoneiros que não conseguiremos recuperar. É a hora de investir em pessoas”.

 

Não é só no segmento de caminhões que gargalos produtivos são relatados. Segundo Walter Barbosa, diretor de vendas e marketing de ônibus da Mercedes-Benz, a empresa também pediu a seus fornecedores investimento em pessoal, "pois o fundo do poço foi no início do ano passado. Agora o mercado está se recuperando gradativamente”.

 

Barbosa estimou vendas locais de 12 mil a 14 mil chassis de ônibus em 2018, aumento de 15% a 20% sobre o ano passado. Em caminhões o índice projetado pelos executivos foi de 30% a mais.

 

Marco Borba, vice-presidente de vendas e marketing da Iveco, pediu cautela até o fim do ano, por causa das eleições que se aproximam: “De toda forma não acredito que prejudique as vendas. O mercado deverá crescer 30%, ou até um pouco mais”.

 

Foto: Christian Castanho.