Argentina reduz imposto de 130 autopeças

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19/07/2018

São Paulo – O governo argentino reduziu para 2% o imposto de importação de 130 peças e componentes para a indústria automotiva que não têm equivalentes com produção local, anunciou o ministro de Produção local, Dante Sica, na quinta-feira, 19. Ele atende, assim, pedidos do setor que busca uma melhora na competitividade – e segue os passos de seu principal parceiro comercial, o Brasil, que tomou as medidas semelhantes recentemente.

 

A redução no imposto de importação será exclusivamente para peças e componentes que forem utilizados para produzir veículos e autopeças.

 

Comunicado oficial divulgado pelo ministério informa que a medida é resultado de um trabalho conjunto da Adefa, a associação dos fabricantes argentinos, a Afac, que representa o setor de autopeças local, e da Adimra, do setor metalúrgico. “O objetivo da medida é reduzir custos e melhorar a competitividade das empresas e da cadeia, incluindo fabricantes de reboques, caminhões, ônibus e máquinas agrícolas”.

 

Na semana passada, Sica esteve no Brasil para conversar com o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge. O tema foi o Rota 2030: o argentino queria conhecer melhor o programa automotivo brasileiro, divulgado no começo do mês. Na ocasião, discutiram também avanços sobre o acordo comercial bilateral que os dois países mantêm, vigente até junho de 2020 – este acordo permite reduções de tributos para autopeças sem produção equivalente.

 

O governo argentino trabalha com montadoras, autopeças, sindicatos e governos provinciais no Plano 1 milhão, que busca elevar o emprego e a competitividade da indústria automotiva. O objetivo maior, como diz o nome, é fazer a indústria local produzir 1 milhão de unidades em 2023 – para isso, o governo espera investimentos de US$ 5 bilhões no setor local, com 30 mil novos postos de trabalho gerados.

 

Na nota divulgada pelo ministério, o secretário da Indústria, Fernando Grasso, afirmou que seguirá trabalhando em medidas que aumentem a competitividade da indústria.

 

“Queremos fortalecer ainda mais o processo de investimento, a produção e as exportações, com base em uma agenda de trabalho que incorpora o desenvolvimento de novos motores elétricos e híbridos e internalização de tecnologias de 4.0 em toda a indústria”.

 

Fotos: Divulgação.