Demanda global em alta anima resultados da Tupy

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São Paulo – Após bater um novo recorde trimestral de faturamento e fazer seu lucro líquido triplicar de abril a junho a Tupy enxerga no horizonte sinais positivos para os seus negócios. A demanda global aquecida dos mercados de máquinas agrícolas e de construção e de veículos comerciais, leves e pesados, garante à empresa boas perspectivas de fechar novos contratos.

 

Na terça-feira, 8, a fabricante de blocos e cabeçotes para motores diesel e outras peças automotivas divulgou faturamento de R$ 1,2 bilhão no período abril-junho, o maior valor trimestral da sua história. O lucro líquido chegou a R$ 48,3 milhões, três vezes acima do registrado no segundo trimestre de 2017. O EBITDA ajustado foi de R$ 180,8 milhões, 70% superior ao de igual período do ano passado e equivalente a 14,8% das receitas de abril a junho deste ano.

 

“Esse resultado é consequência de uma construção que vem sendo feita no longo prazo, de diversificação de segmentos e uma busca por novos mercados”, disse o presidente Fernando de Rizzo à Agência AutoData. “Também a demanda por caminhões, comerciais leves e máquinas de construção no mundo todo está melhor do que esperávamos.”

 

Fortemente internacionalizada, a empresa de Joinville, SC, foi também beneficiada pela desvalorização do real. No trimestre passado 84% da receita tiveram como origem outros países: “Claro que a melhora na nossa gestão de caixa também ajuda. Estamos sempre buscando controlar nossos custos internos”.

 

Rizzo afirmou que a elevação nos preços das matérias-primas pressiona as operações industriais da Tupy, tanto no Brasil quanto no México. Segundo ele do primeiro para o segundo trimestre o custo dos insumos subiu 9%, mas há algo de positivo nesse movimento: “É um sinal de que a atividade econômica global está em alta”.

 

No mercado brasileiro, apesar da recuperação econômica, as vendas físicas da companhia para os segmentos de transporte, infraestrutura e agricultura cresceram 5,7%, abaixo do ritmo do mercado externo, que avançou 10,6%. A paralisação dos caminhoneiros, em maio, gerou um impacto negativo nas vendas domésticas.

 

Foto: Divulgação.