BorgWarner decide apostar nas três frentes

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São Paulo – A BorgWarner deixou de lado a tentativa de prever o futuro das tecnologias de propulsão e optou por seguir investindo nas três alternativas existentes atualmente: combustão, híbridos e elétricos. A intenção da companhia, de acordo com seu diretor global de marketing e relações públicas, Günter Krämer, é liderar o fornecimento nos três setores nos próximos anos.

 

“No futuro a mobilidade continuará sendo transportar do ponto A ao ponto B. Pouco importa se for por meio de um veículo autônomo, híbrido, elétrico ou a combustão. Nosso papel é esse: fornecer sistemas para permitir essa mobilidade. Como não conseguimos prever o futuro, devemos nos preparar para atender a todos os segmentos de propulsão.”

 

Krämer está no Brasil esta semana para visitar as operações brasileiras da BorgWarner e aproveitou para apresentar a visão do futuro da empresa a jornalistas na quarta-feira, 29. Mostrou alguns dados para argumentar a decisão de não abandonar nenhuma tecnologia de propulsão e seguir atendendo demandas de todos os seus clientes.

 

Segundo estes dados em 2018 serão produzidos 97 milhões de motores. Destes 94% com tecnologias a combustão interna – diesel, gasolina, etanol –, de 4% a 5% híbridos e de 1% a 1,5% elétricos. Em cinco anos, com o crescimento da produção de veículos, a fabricação de motores saltará para 107 milhões de unidades, mas com uma distribuição diferente: cerca de 75% a combustão, 20% híbridos e de 5% a 6% elétricos.

 

Para Krämer existem alternativas diferentes para cada região do mundo. Ele não acredita, por exemplo, em amplo avanço dos carros elétricos na América do Norte, onde o consumidor gosta de andar em grandes picapes. Mas na Europa há forte tendência para híbridos e elétricos e na China, graças ao incentivo do governo, a eletrificação é um caminho aparentemente sem volta.

 

Günther Kräemer não tem dúvidas: “Nossa missão será fornecer a solução adequada para cada país”.

 

Foto: Divulgação.