Brasil e Argentina discutem flex de olho em acordo bilateral

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São Paulo – A extensão da acordo comercial bilateral do Brasil com a Argentina até 2023 segue em discussão, com desfecho, positivo, cada vez mais próximo. O tema, de interesse comum, segue indefinido por questões como a agenda dos ministros e tópicos envolvendo a balança comercial. De acordo com Antonio Megale, presidente da Anfavea, na semana passada a conversa de representantes do MDIC com os do Ministério da Indústria da Argentina foi mantida por telefone.

 

As partes trouxeram, segundo Megale, os pareceres a respeito do tema central da discussão, no caso a tarifa flex de exportações, o que já havia acontecido em outros encontros. Como os ministros estiveram ausentes da conversa por causa de outros compromissos, pouco se avançou nas negociações: “Os representantes trouxeram à mesa questões sobre o flex, exigências, onde podem ceder, os pontos negociáveis. Um acordo está próximo”.

 

O presidente da Anfavea disse, na segunda-feira, 10, no 6º Fórum IQA, que outra reunião deve ser agendada ainda este mês, já contando com a participação dos ministros. Também será definido o local do encontro, se em Buenos Aires ou em Brasília, DF. O flex estipula que para cada dólar de veículo importado o Brasil pode exportar US$ 1,5. A intenção do lado argentino é manter o flex neste patamar, posição que é antagônica à pleiteada pelo Brasil, que o deseja maior.

 

Os argentinos também estariam pedindo a inclusão de outros assuntos na discussão da extensão do acordo bilateral, como a contabilização dos investimentos feitos pelas fabricantes na Argentina nos critérios de P&D do Rota 2030. Pediram também que veículos produzidos no país vizinho tenham linhas específicas no BNDES.

 

Também é esperada para setembro a aprovação da convergência regulatória envolvendo os dois países. Os assuntos contracenam com a queda nas exportações de veículos para a Argentina. Episódios ocorridos no campo da macroeconomia reduziram o consumo interno, o que refletiu nas vendas de veículos naquele país. Para tentar reverter este cenário, o governo promoveu medidas para conter a desvalorização do peso e deverá sobretaxar as exportações de veículos.

 

Foto: Luis Prado.