Ritmo cai e produção ficará abaixo de 3 milhões

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CompartilheBalanço da Anfavea
06/12/2018

São Paulo – O retorno ao patamar de 3 milhões de veículos produzidos em um ano foi postergado, segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Como de janeiro a novembro a produção brasileira somou 2,7 milhões de unidades, avanço de 8,8% com relação aos primeiros onze meses do ano passado, a indústria precisa entregar 300 mil unidades em dezembro para que a projeção, divulgada em outubro, seja alcançada – o que não ocorreu em nenhum mês deste ano.

 

O presidente da Anfavea lembrou que a produção de dezembro costuma ser menor do que as dos meses anteriores por causa das férias coletivas que algumas montadoras concedem aos trabalhadores nas últimas semanas do ano. Por isto descartou chegar ao patamar das 3 milhões de unidades, alcançado, pela última vez, em 2014.

 

Em novembro as fábricas produziram 245,1 mil unidades, recuo de 1,6% com relação ao mesmo mês de 2017 e de 6,9% na comparação com outubro. Para Megale a queda nas exportações, ocasionada pelo mau momento do mercado argentino, ajuda a explicar essa redução no ritmo das linhas de montagem brasileiras.

 

De toda forma as suas expectativas para 2019 seguem otimistas, reforçadas pelo momento da economia brasileira e da aproximação da posse do novo presidente da República: “Os indicadores de confiança, dos consumidores e empresários, estão se elevando e quando as reformas necessárias forem feitas haverá um fluxo de investimento importante retornando para o Brasil. Há muita liquidez global aguardando uma decisão sobre onde colocar este dinheiro”.

 

Rota 2030 – Ainda no aguardo da sanção presidencial do novo regime automotivo – a data-limite é 12 de dezembro –, Megale contou que portarias importantes acerca do programa já estão disponíveis para consulta pública para, na sequência, serem oficialmente publicadas. Tratam de temas como cálculo da eficiência energética, segurança, processo de habilitação ao programa.

 

O presidente da Anfavea acredita que grande parte desse processo será encerrado até o fim do ano: “Há um esforço do governo para publicar tudo isso até o fim do mês. Alguma coisa pode ficar para 2019, mas a maior parte sairá agora”.

 

Foto: Divulgação.