Gargalos prejudicam entregas de caminhões

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13/02/2019

São Paulo – A Volvo poderia ter entregue mais do que 10 mil 642 caminhões pesados e semipesados aos consumidores brasileiros no ano passado. Mas Alcides Cavalcanti, seu diretor comercial de caminhões, precisou recusar alguns negócios por falta de capacidade de entrega da fábrica de Curitiba, PR.

 

Parte da situação foi contornada, segundo ele, embora ainda existam alguns gargalos em determinados componentes locais, que estão sendo trabalhados com os fornecedores. O pior cenário, porém – e que foge do controle da empresa – está nos materiais importados, em especial aqueles que são usados por outras operações da Volvo ao redor do planeta.

 

“Não é só o mercado brasileiro que está aquecido: há muitas encomendas na Europa, nos Estados Unidos. Então nós acabamos brigando por componentes comuns com outros mercados.”

 

Cavalcanti disse que a nacionalização desses componentes não se justifica pelo alto investimento necessário. Portanto a situação deverá permanecer por alguns meses.

 

Segundo ele a carteira de pedidos da companhia no Brasil ocupa quatro meses de produção no segmento de pesados e noventa dias nos semipesados: “O normal são sessenta dias de espera”.

 

Podia ser pior: nos Estados Unidos, de acordo com Alcides Cavalcanti, a espera por um caminhão novo chegou a ser de dez meses.

 

Foto: Divulgação.