GM deve anunciar investimentos após o Carnaval

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21/02/2019

São Paulo – Mary Barra, presidente mundial da General Motors, desembarcará no Brasil após o Carnaval, em março, para oficializar o novo ciclo de investimentos de R$ 10 bilhões até 2024. A informação foi revelada à Agência AutoData pelo secretário da Fazenda e Planejamento do Estado de São Paulo, Henrique Meirelles.

 

Para manter e expandir a operação nas fábricas que mantém no Brasil, a montadora articulou movimento envolvendo a cadeia de fornecedores, concessionários, sindicatos e o poder público, no qual os quatro pilares teriam de criar caminhos para que a empresa viabilizasse o aporte e sua estadia no mercado.

 

Concessionários já haviam feito sua parte no apagar das luzes de 2018, em reunião extraordinária convocada para os últimos dias de dezembro na qual documento fora assinado garantido margens menores para dar fôlego à fabricante. Acordo foram aprovados pelos sindicatos – em Gravataí, RS, e São Caetano do Sul, SP, vigoram até o ano que vem e em São José dos Campos, SP, houve acordo que garantiu estabilidade por mais alguns anos. Faltava, assim, o governo - no caso, o estadual - contribuir com sua parte no pacto.

 

De acordo com Meirelles, a contribuição passou à margem da esfera fiscal para os casos da fábricas instaladas no Estado. Seu papel foi o de engajar fornecedores e o varejo à causa da GM:

 

"Estive em uma reunião da GM com fornecedores e eles acharam fundamental. O que eu disse foi que a crise é fruto de prejuízos acumulados no Brasil. As empresas precisam manter um grande cliente como esse. Em alguns casos, é o único grande cliente da empresa que fornece componentes".

 

O secretário disse que o momento não permite que sejam feitas negociações envolvendo renúncia fiscal e, por isso, o apoio "prestado de forma institucional".

 

"O Estado não fabrica recurso. Fornecedores e revendedores têm margem de lucro para absorver isso. O governo está sujeito a normas legais que devem ser seguidas, como a responsabilidade fiscal. Não se pode sempre, no Brasil, na medida em que há uma questão empresarial, passar a conta para o governo pagar".

 

Desatados os nós nos quatro pilares estabelecidos pelo presidente da GM América do Sul Carlos Zarlenga como fundamentais para garantir o investimento, a matriz liberou o plano de mais aportes, que se somam aos R$ 13 bilhões que a companhia garante ter aplicado de 2014 a 2019, e afastou de vez a possibilidade, ainda que remota, da General Motors deixar a região.

 

Foto: Divulgação.