Indústria de caminhões em alta

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CompartilheBalanço da Anfavea
07/05/2019

São Paulo – O segmento de caminhões segue com produção e vendas positivas, embora o indicador econômico que representa termômetro de vendas, o PIB, esteja sendo revisado para baixo mensalmente pelo mercado financeiro. De acordo com dados da Anfavea, divulgados na terça-feira, 7, a produção no primeiro quadrimestre do ano foi de 34 mil 173 unidades, alta de 1,9% na comparação com o mesmo período em 2018, ocorrida em função da demanda crescente pelos modelos pesados no agronegócio.

 

Tanto que o segmento foi o único que apresentou produção positiva no janeiro-abril. Foram 18 mil 893 unidades produzidas, o que representa crescimento de 24,5% ante o primeiro quadrimestre do ano passado. Nos demais segmentos houve queda nos volumes: foram 7 mil 740 unidades de semipesados, 15% menos, 5,8 mil unidades de leves, 12% menos. A produção de médios foi 25% menor, chegando a 1 mil 445 unidades, e a de semileves somou 295 unidades, queda de 51%.

 

Os emplacamentos de caminhões no acumulado do ano somaram 29 mil 966 unidades, crescimento de 44% na comparação com igual período em 2018.  Os licenciamentos de pesados chegaram a 15 mil 150 unidades, alta de 63%. Segundo Marco Saltini, vice-presidente da Anfavea, o cenário está favorável para a contratação de crédito em bancos privados, o que levou a um movimento de renovação de frota nos pesados: “Os grandes frotistas estão renovando seus caminhões por causa da safra que se aproxima e, também, por ter chegado a hora de renovar os caminhões adquiridos no passado”.

 

Nas exportações o cenário é de queda. Até abril foram embarcadas 3 mil 623 unidades, 64% a menos do que no primeiro quadrimestre do ano passado. O mercado argentino é apontado como fator responsável pelo desempenho negativo, mas ainda há outro fato que restringiu as exportações de caminhões produzidos aqui, segundo Saltini: “As montadoras estão percebendo avanço dos caminhões chineses nos mercados abertos, como Chile e Colômbia. Afora o valor competitivo, há oferta de linhas de crédito de bancos chineses, que praticam taxas igualmente competitivas”.

 

Foto: Divulgação.